Advogado critica a sentença que absolveu Maria Inês Demeterco após acusações de maus-tratos em Curitiba.

A absolvição de Maria Inês Demeterco por maus-tratos a animais gera críticas de advogado e defensores dos direitos dos animais.
A absolvição de Maria Inês Demeterco, acusada de manter cerca de 300 animais em condições insalubres, provocou reações adversas em Curitiba. O advogado Ygor Nasser Salah Salmen, do Instituto Fica Comigo, afirmou que a decisão é “inexplicável e inaceitável”. Segundo ele, os animais que foram resgatados estavam em uma situação desesperadora, e a decisão judicial, publicada em 17 de outubro de 2023, ignora o sofrimento enfrentado por eles.
Contexto do caso
O processo contra Maria Inês tramitava desde 2023 e ganhou destaque na mídia. A Justiça entendeu que a ré buscava soluções para a situação precária dos animais, mantendo contato com órgãos públicos e realizando esforços para a alimentação e tratamento dos mesmos. A defesa, liderada pela advogada Ana Caroline Montanini, celebrou a sentença, argumentando que Maria Inês nunca teve a intenção de cometer maus-tratos e que dedicou sua vida à causa animal.
Repercussão e críticas
A decisão gerou repercussão significativa, especialmente considerando que Maria Inês havia sido presa preventivamente e liberada sob fiança. O Ministério Público do Paraná havia denunciado a mulher, mas a defesa apresentou protocolos de pedidos de ajuda à Prefeitura e outras instituições, demonstrando as dificuldades enfrentadas no abrigo. Salmen e defensores dos direitos dos animais questionam a legitimidade da absolvição, ressaltando a necessidade de proteger os animais em situações vulneráveis.
Próximos passos
Embora a sentença tenha sido proferida, cabe recurso. A defesa de Maria Inês considera a decisão um reconhecimento do esforço dela em meio a dificuldades financeiras e estruturais. O caso continua a trazer à tona a discussão sobre a responsabilidade legal em situações de maus-tratos e a proteção animal no Brasil.