A iminente estreia do documentário sobre Sean ‘Diddy’ Combs na Netflix, idealizado por seu rival 50 Cent, desencadeou uma batalha legal antes mesmo de sua exibição. Advogados do rapper, atualmente detido sob acusações de tráfico sexual, enviaram uma notificação extrajudicial ao serviço de streaming exigindo o cancelamento do lançamento de “Sean Combs: The Reckoning”.
O cerne da disputa reside na utilização de imagens, supostamente obtidas de forma ilícita. Um porta-voz de Diddy acusou a Netflix de empregar “imagens roubadas que nunca foram autorizadas para divulgação” em uma produção que classificou como “uma vergonhosa peça difamatória”, conforme declarou à CNN. As imagens em questão foram exibidas no trailer oficial divulgado recentemente.
Em resposta às acusações, a diretora do documentário, Alexandra Stapleton, defendeu a legalidade da aquisição das imagens. “As imagens chegaram até nós. Nós as obtivemos legalmente e temos os direitos necessários”, afirmou Stapleton à CNN. Ela ainda ressaltou a constante prática de Diddy em registrar sua própria vida, descrevendo-a como “uma obsessão ao longo das décadas”.
A defesa de Diddy, por sua vez, não recuou, ameaçando com medidas legais adicionais caso a Netflix prossiga com o lançamento. “Como você certamente sabe, o Sr. Combs não hesitou em tomar medidas legais contra veículos de mídia e outros que violam seus direitos, e não hesitará em fazer o mesmo contra a Netflix”, diz a carta de notificação.
Este confronto não é o primeiro embate jurídico de Diddy com produções audiovisuais. Anteriormente, o rapper processou a NBCUniversal por difamação devido ao documentário “Diddy: The Making of a Bad Boy”, exibido no Peacock, exigindo uma indenização de US$ 100 milhões. A batalha judicial em torno do documentário da Netflix promete adicionar um novo capítulo à conturbada trajetória do artista.
Fonte: http://portalleodias.com