Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, decretou o início das festividades natalinas no país já no dia 1º de outubro. Pelo segundo ano consecutivo, o governo venezuelano antecipa o Natal, justificando a medida como um “direito à felicidade” para a população, além de buscar impulsionar a economia nacional através de atividades culturais e comerciais.
“Vamos começar o Natal na Venezuela novamente este ano. Mais uma vez, o Natal começa em 1º de outubro. Com alegria, comércio, atividade, cultura… É a forma de defender a felicidade. O direito à felicidade”, declarou Maduro em pronunciamento na televisão estatal venezuelana, evidenciando a importância que o governo atribui à medida.
A decisão ocorre em um contexto de crescente tensão entre a Venezuela e os Estados Unidos, com navios de guerra norte-americanos patrulhando águas internacionais próximas ao território venezuelano. O governo Trump intensificou a pressão, alegando combater o narcotráfico e classificando Maduro como chefe de um cartel de drogas.
A Conferência Episcopal Venezuelana (CEV) já se manifestou contrária à antecipação do Natal, argumentando que a celebração tem um caráter universal e não deve ser utilizada para fins de propaganda ou políticos. A medida, iniciada em 2013, quando Maduro chegou ao poder, tem sido vista como uma estratégia para desviar a atenção dos problemas do país.
Em 2023, Maduro também antecipou as festas natalinas como uma forma de “homenagem” e “gratidão” ao povo venezuelano, após eleições presidenciais consideradas fraudulentas por grande parte da comunidade internacional. A ação levanta questionamentos sobre a instrumentalização de datas comemorativas para fins políticos e a real intenção por trás da iniciativa do governo venezuelano.
Fonte: http://www.metropoles.com