A Venezuela iniciou um programa de treinamento militar para civis neste sábado (13/9), intensificando a preparação para um possível conflito em meio ao aumento da tensão com os Estados Unidos. A iniciativa, liderada pelo presidente Nicolás Maduro, visa fortalecer a capacidade de defesa do país. O anúncio ocorre em um momento delicado nas relações bilaterais, marcado por acusações mútuas e demonstrações de força.
Segundo o governo venezuelano, o treinamento tem como objetivo aprimorar as habilidades técnicas e táticas dos cidadãos, capacitando-os a “contribuir e participar da proteção do solo venezuelano”. A medida é vista como uma resposta direta às recentes ações dos EUA na região, incluindo o anúncio do presidente Donald Trump sobre um ataque a uma embarcação venezuelana supostamente envolvida com drogas.
A tensão entre os dois países se intensificou com a presença de navios militares americanos no Mar do Caribe desde o final de agosto. Maduro classificou as ações de Trump como “imperialismo”, reafirmando a resiliência da Venezuela. “Hoje, o imperialismo lança um novo ataque. Não é o primeiro nem o último, e a Venezuela está de pé”, declarou o presidente.
Os treinamentos estão sendo realizados nos quartéis das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (Fanb). O vice-presidente do Setor de Defesa e Soberania, general Vladimir Padrino López, enfatizou que o exercício militar marca uma “nova fase” para o país. “Nossa luta é uma luta nacional. A Fanb, que empunha as armas da República, ama a paz, mas não se enganem. É para isso que nos preparamos”, afirmou Padrino.
Adicionalmente, um helicóptero da Marinha dos EUA aproximou-se da costa venezuelana no início da semana, gerando preocupação e elevando ainda mais o nível de alerta no país. Registros da plataforma FlightRadar24 indicaram que a aeronave MH-60 Seahawk esteve próxima às praias venezuelanas por volta das 11h40.
Fonte: http://www.metropoles.com