A França mergulha ainda mais em turbulência política com a decisão surpreendente do presidente Emmanuel Macron de renomear Sebastien Lecornu como primeiro-ministro. A medida ocorre apenas quatro dias após Lecornu ter renunciado ao cargo, em um movimento que intensificou a crise governamental no país. A nomeação, anunciada nesta sexta-feira (10/10), reacende debates sobre a estabilidade política francesa e a capacidade de Macron de liderar em meio a um cenário tão conturbado.
Lecornu, que já havia se tornado o quinto primeiro-ministro do segundo mandato de Macron, teve um mandato relâmpago de apenas 27 dias, o mais curto da história moderna da França. Sua renúncia anterior ocorreu após o premier não conseguir o apoio de partidos da oposição, que ameaçavam derrubar seu governo, repetindo o que já haviam feito com outros indicados por Macron.
A crise política na França se agrava desde junho do ano anterior, quando Macron dissolveu o Parlamento e convocou novas eleições após a derrota de seu partido nas eleições do Parlamento Europeu. O resultado das eleições internas deixou o cenário político fragmentado, sem que nenhum espectro político alcançasse a maioria absoluta na Assembleia Nacional.
“Partidos de oposição pedem que Macron deixe a presidência e convoque novas eleições gerais no país antes do pleito previsto para acontecer em 2027”, ressalta a crescente pressão sobre o presidente. O pano de fundo da crise reside nas propostas orçamentárias de Macron, que incluem cortes destinados a frear a crescente dívida do país, gerando forte resistência e polarização no ambiente político.
Fonte: http://www.metropoles.com