O presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva na quarta-feira, 15 de outubro, buscando assegurar o pagamento dos salários dos militares da ativa durante o shutdown do governo, que já se estende por duas semanas. A medida foi uma resposta às crescentes preocupações de que a paralisação administrativa pudesse impactar o pagamento dos militares, gerando incerteza em um setor crucial para a segurança nacional.
De acordo com o memorando divulgado pela Casa Branca, o Secretário de Defesa foi instruído a utilizar fundos disponíveis para garantir o pagamento dos membros das Forças Armadas em serviço ativo, incluindo reservistas mobilizados. Adicionalmente, foi divulgado que o governo planeja manter o pagamento dos agentes do FBI durante o período de paralisação, conforme declarado pelo diretor do órgão.
Para viabilizar a medida, o Pentágono precisou realocar cerca de US$ 6,5 bilhões de outros fundos, conforme informou um oficial do Departamento de Defesa. Essa ação emergencial visa mitigar os impactos imediatos da crise, embora não resolva a paralisação em si. Muitos militares já haviam se precavido contra possíveis atrasos, buscando linhas de crédito especiais oferecidas por bancos parceiros.
No memorando de segurança nacional, Trump justificou a ação afirmando que a falta de pagamento às Forças Armadas representaria “uma ameaça séria e inaceitável à prontidão militar e à capacidade de nossas Forças Armadas de proteger e defender nossa nação”. Ele determinou que os fundos utilizados para o pagamento devem ter uma relação lógica com os salários e subsídios do pessoal militar, em conformidade com a lei.
Embora a ordem executiva represente um alívio imediato, ela não elimina a incerteza sobre os efeitos prolongados do shutdown sobre militares, reservistas e civis ligados à defesa nacional. Legisladores de ambos os partidos tentaram aprovar uma medida independente para garantir os salários durante a paralisação, mas sem sucesso. A medida de Trump orienta ainda que, após o fim do shutdown, todos os esforços devem ser feitos para reajustar as contas de financiamento do Departamento de Guerra, assegurando a continuidade das operações e atividades planejadas.
Fonte: http://www.metropoles.com