O anúncio do fim das hostilidades na Faixa de Gaza trouxe um clima de celebração e esperança a Israel. Em Tel Aviv, a capital, a atmosfera é de alívio, conforme relata a brasileira Eliane Frenkiel, residente na cidade há quase duas décadas. “Aqui está todo mundo muito alegre e feliz”, compartilhou Eliane, refletindo o sentimento predominante nas ruas.
Eliane destaca a importância do acordo para o retorno dos reféns. “Nós teremos de volta a casa os reféns, seja para reencontrar suas famílias, ou para que possam ter uma despedida digna, no caso dos que foram mortos em cativeiro”, disse ela. A Praça dos Reféns, antes palco de protestos intensos por israelenses clamando pelo fim do conflito e a libertação dos sequestrados, transformou-se, segundo ela, na “praça da alegria”.
A perspectiva de paz em Gaza também reacende a esperança para Eliane, que sentiu na pele os impactos da instabilidade na região. Em junho, o prédio onde morava com o filho foi atingido em um ataque ligado à tensão entre Israel e Irã, que apoia o Hamas. Atualmente, ela reside temporariamente na casa de amigos, buscando reconstruir sua vida após o incidente.
O acordo de paz, resultado de negociações mediadas por Catar, Egito e Turquia, consolida um plano apresentado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no final de setembro. A primeira fase do plano prevê a libertação de reféns israelenses em troca de prisioneiros palestinos, além da retirada gradual de tropas israelenses de Gaza e o aumento da ajuda humanitária à região.
“O fim da guerra ficou acordado durante as discussões no Egito”, afirmou Khalil al-Hayya, líder da delegação de negociadores do Hamas. Com garantias dos Estados Unidos, Catar, Egito e Turquia, a expectativa é de que o acordo seja cumprido por Israel, evitando o fracasso de cessar-fogos anteriores.
Fonte: http://www.metropoles.com