A entrevista do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky ao jornal britânico The Guardian, no último domingo, foi marcada por interrupções inesperadas. Apagões repentinos no Palácio Presidencial em Kiev, onde a entrevista estava sendo gravada, paralisaram a conversa em duas ocasiões distintas, chamando a atenção para a situação crítica da infraestrutura ucraniana.
Os apagões, segundo relatos, foram resultado dos contínuos ataques russos à rede elétrica da Ucrânia. “Tratava-se de uma queda de energia”, explicou Zelensky ao jornalista Luke Harding, do The Guardian, enquanto técnicos se mobilizavam para restabelecer o fornecimento e permitir a continuação da entrevista.
Apesar dos desafios impostos pelos ataques, Zelensky abordou diversos temas cruciais durante a entrevista. Ele expressou confiança em relação a Donald Trump, mencionando o papel do rei Charles III na construção de pontes com o ex-presidente americano. Além disso, criticou o presidente russo Vladimir Putin, afirmando que ele “está em um beco sem saída em relação a conquistas reais no campo de batalha”.
Em um contexto de crescentes tensões geopolíticas, a Rússia também declarou que poderá retomar testes nucleares caso os Estados Unidos o façam primeiro. Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, ressaltou que o país não pretende violar o acordo de proibição nuclear, mas que responderá a qualquer provocação dos EUA de maneira equivalente.
É importante notar que, após a divulgação da notícia, circularam alegações nas redes sociais questionando a veracidade dos apagões, sugerindo que teriam sido orquestrados por razões de propaganda. Essas alegações afirmam que o palácio presidencial em Kiev possui sistemas de backup e geradores, mas até o momento, não há confirmação oficial sobre essas alegações.
Fonte: http://www.metropoles.com