A administração Trump reacende a polêmica nuclear ao anunciar a possível retomada dos testes de armas atômicas, suspensos há mais de três décadas. O vice-presidente JD Vance justificou a medida como essencial para garantir a segurança nacional dos Estados Unidos, argumentando a necessidade de verificar a funcionalidade do arsenal existente.
A decisão surge em um momento de crescente apreensão internacional, com o presidente Trump expressando a necessidade de “igualdade estratégica” com a Rússia e a China. O anúncio, feito através da plataforma Truth Social, eleva as tensões globais e provoca reações imediatas de outras potências nucleares.
“É uma parte importante da segurança nacional americana garantir que o arsenal nuclear que possuímos funcione adequadamente”, declarou Vance a jornalistas, sem detalhar o formato dos testes. O foco, segundo ele, é “assegurar a confiabilidade das armas ao longo do tempo”.
A Rússia, por meio do porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, já advertiu que responderá “de forma proporcional” caso os EUA abandonem a moratória nuclear. A China, por sua vez, apelou para que Washington cumpra seus compromissos com o Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares.
A possível retomada dos testes nucleares pelos EUA representa uma mudança significativa na política de dissuasão e reacende o debate sobre os limites da competição estratégica entre as grandes potências. A última detonação americana ocorreu em 1992, enquanto Rússia e China realizaram seus últimos testes em 1990 e 1996, respectivamente.
Fonte: http://www.metropoles.com