As tensões entre Rússia e Ucrânia se intensificaram com acusações mútuas em meio à 80ª Assembleia Geral da ONU. O Kremlin, por meio de seu porta-voz Dmitry Peskov, acusou o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky de priorizar a guerra em detrimento de uma solução diplomática para o conflito, reacendendo o debate sobre o futuro das negociações de paz.
As declarações de Peskov surgiram após Zelensky sugerir que autoridades russas deveriam se familiarizar com a localização de abrigos antiaéreos, o que foi interpretado pelo Kremlin como uma ameaça. “Ele [Zelensky] está fazendo ameaças a torto e a direito, o que parece bastante irresponsável e provavelmente mostra mais uma vez que os pensamentos do regime de Kiev são sobre guerra, não paz”, afirmou Peskov, intensificando a retórica entre os países.
A resposta russa não se limitou ao porta-voz do Kremlin. Dmitry Medvedev, ex-presidente da Rússia e atual vice-chefe do Conselho de Segurança, criticou Zelensky de forma contundente nas redes sociais, afirmando que nenhum abrigo antiaéreo poderia proteger contra o poderio bélico russo. “O que esse maluco precisa entender é o seguinte: a Rússia tem armas contra as quais nenhum abrigo antiaéreo pode proteger. Os americanos também deveriam se lembrar disso”, escreveu Medvedev, elevando o tom da disputa.
Paralelamente, Zelensky participou de encontros bilaterais importantes na Assembleia Geral da ONU, incluindo uma reunião com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Durante o encontro, Zelensky destacou os recentes avanços militares ucranianos e reiterou a necessidade de mais pressão internacional sobre a Rússia para alcançar um cessar-fogo. Trump, por sua vez, elogiou a resistência ucraniana e sinalizou a necessidade de apoio da OTAN, mas condicionou a ajuda dos EUA a determinadas “circunstâncias”.
Apesar das tentativas de mediação internacional, um avanço nas negociações entre Kiev e Moscou permanece distante. O Kremlin continua resistente a um encontro direto entre Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky, perpetuando o impasse e lançando incertezas sobre o futuro do conflito no leste europeu.
Fonte: http://www.metropoles.com