Em mais uma reportagem da série que investiga a infraestrutura do futebol no Distrito Federal, o **Metrópoles** volta seus olhos para o Estádio Odilon Aires, localizado no Cruzeiro. A promessa é grande: ser a casa da ARUC em seu retorno à elite do Candangão em 2026, após 22 anos de ausência. No entanto, a realidade encontrada no local levanta sérias dúvidas sobre sua capacidade de sediar jogos profissionais.
O estádio, que atualmente recebe partidas de categorias amadoras, como sub-20, sub-17 e feminino, enfrenta um desafio crucial: a ausência de laudos técnicos que o habilitem para receber o público do Candangão. A estrutura precária e a falta de segurança são os principais obstáculos a serem superados.
Um dos pontos críticos é a segurança do público. O estádio, inserido em um complexo esportivo com múltiplas entradas, não oferece separação adequada para torcidas rivais. Além disso, o alicerce deteriorado das arquibancadas expõe barras de ferro que podem ser utilizadas como armas, colocando em risco a integridade de torcedores, imprensa, arbitragem e jogadores.
A infraestrutura também deixa a desejar. A iluminação inexistente impede a realização de jogos noturnos, enquanto os banheiros destinados aos torcedores apresentam condições precárias: o masculino transformado em dormitório improvisado e o feminino sem portas ou tampas nos assentos. As arquibancadas, rachadas e sem assentos, completam o cenário de abandono.
As dificuldades se estendem à imprensa. O Odilon Aires é o único estádio do DF sem cabines de rádio, televisão e mídia escrita, forçando os profissionais a se instalarem nas arquibancadas, com tomadas improvisadas e risco de choque elétrico. “É um descaso total com a imprensa”, lamenta um repórter que preferiu não se identificar. A falta de um local adequado para ambulâncias agrava ainda mais a situação, evidenciando a necessidade urgente de intervenção para garantir a segurança e a qualidade do espetáculo no Candangão 2026.
Fonte: http://www.metropoles.com