O governo dos Estados Unidos deposita esperanças na rápida libertação dos reféns detidos em Gaza como um catalisador para impulsionar as negociações de paz entre Israel e o Hamas. As conversas, mediadas pelo Egito, visam discutir os termos do plano de 20 pontos proposto pelo ex-presidente Donald Trump.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, enfatizou que o republicano acompanha de perto o andamento das negociações. Segundo ela, Trump almeja que a libertação dos reféns impulsione as próximas etapas do acordo. “Queremos agir com muita rapidez, e o presidente quer ver os reféns libertados o quanto antes”, afirmou Leavitt.
As negociações, que ocorrem no Cairo, contam com a presença do enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e de Jared Kushner, genro de Trump. Os negociadores estão analisando as listas de reféns israelenses e prisioneiros palestinos que poderão ser libertados, buscando estabelecer condições “seguras e controladas” para a execução do plano.
No domingo (5/10), o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, condicionou o avanço das negociações à libertação dos reféns. “Não passaremos para nenhuma das 20 cláusulas até que o último refém, cada um deles, tenha cruzado o território israelense”, declarou Netanyahu, sinalizando a importância central da questão dos reféns para o governo israelense.
O plano de paz, apresentado em 29 de setembro, propõe transformar Gaza em uma zona livre de grupos armados, oferecendo anistia a membros do Hamas que entregarem as armas e aceitarem coexistir pacificamente com Israel. O Egito tem desempenhado um papel fundamental como mediador nas negociações, buscando equilibrar as demandas de Israel, Hamas e Estados Unidos para evitar uma nova escalada militar na região.
Fonte: http://www.metropoles.com