Em uma escalada das tensões geopolíticas, os Estados Unidos anunciaram a designação do Cartel de Los Soles, uma organização criminosa envolvida no narcotráfico, como “Organização Terrorista Estrangeira”. A medida, divulgada pelo Secretário de Estado Marco Rubio, eleva a pressão sobre o grupo e seus supostos líderes.
A decisão implica que o governo americano considera o Cartel de Los Soles uma ameaça à segurança nacional, equiparando-o a grupos terroristas internacionais. O principal alvo dessa investida é o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusado de liderar o cartel e de promover a “violência terrorista” em todo o hemisfério.
“O [Cartel de los Soles] corrompeu as instituições governamentais da Venezuela e é responsável pela violência terrorista perpetrada por e em conjunto com outros”, publicou Rubio em sua conta na rede social X, evidenciando a gravidade das acusações.
Embora o Departamento do Tesouro já tenha imposto sanções financeiras ao cartel, a nova designação permite ações mais incisivas. A partir de agora, membros do Cartel de Los Soles podem ser proibidos de entrar nos EUA, e o apoio material à organização passa a ser considerado crime federal grave. Isso inclui o fornecimento de armas ou qualquer tipo de subsídio.
O governo americano alega que o Cartel de Los Soles opera a partir da Venezuela, com Maduro no comando, e que a presença militar dos EUA na região visa impedir o transporte de drogas. O Departamento de Estado emitiu uma nota reforçando o compromisso de combater o narcoterrorismo:
“Nem Maduro nem seus aliados representam o governo legítimo da Venezuela. O Cartel de los Soles, juntamente com outras FTOs designadas, incluindo o Tren de Aragua e o Cartel de Sinaloa, é responsável por atos de violência terrorista em todo o hemisfério, bem como pelo tráfico de drogas para os Estados Unidos e a Europa.”
Maduro, por sua vez, nega veementemente qualquer envolvimento com o narcotráfico, acusando Donald Trump de disseminar uma narrativa falsa para justificar uma invasão da Venezuela. O governo venezuelano argumenta que o país não foi sequer mencionado no Relatório Mundial sobre Drogas de 2025 do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), reforçando sua posição de “país livre de cultivos ilícitos”.
Fonte: http://www.metropoles.com