Em um movimento que redefine as alianças no Oriente Médio, os Estados Unidos anunciaram, nesta quarta-feira (1º/10), que garantirão a segurança e a integridade territorial do Catar contra agressões externas. A decisão surge após um ataque israelense em Doha, que visava líderes do Hamas, e um subsequente pedido de desculpas do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ao premiê catari, Mohammed bin Abdul Rahman Al Thani.
O pedido de desculpas ocorreu durante uma reunião mediada por Donald Trump, com o objetivo de alcançar um cessar-fogo em Gaza. A rápida escalada e a subsequente intervenção americana demonstram a crescente complexidade das relações regionais e o papel central dos EUA como mediador e protetor.
A Casa Branca emitiu um comunicado enfático: “É política dos Estados Unidos garantir a segurança e a integridade territorial do Estado do Catar contra ataques externos”. A administração americana detalhou que os EUA e o Catar têm uma estreita cooperação, inclusive no que diz respeito às forças armadas das nações.
O governo norte-americano foi ainda mais incisivo ao declarar que “os EUA considerarão qualquer ataque armado ao território, à soberania ou à infraestrutura crítica do Estado do Catar como uma ameaça à paz e à segurança dos EUA”. A medida representa um compromisso formal de proteger o país do Golfo e sinaliza uma mudança na postura americana em relação à segurança regional.
A resposta americana não se limita a palavras. Além das garantias de segurança, a Agência Central de Inteligência (CIA) e o Departamento de Estado dos EUA estreitarão laços para trabalhar em conjunto com o Catar. Trump não descarta sanções econômicas ou até meios militares caso algum país ataque o Catar: “No caso de tal ataque, os Estados Unidos tomarão todas as medidas legais e apropriadas — incluindo medidas diplomáticas, econômicas e, se necessário, militares”, reforçou.
Fonte: http://www.metropoles.com