França Ameaça Banir Shein Após Acusações de Venda de Produtos com Conteúdo de Pornografia Infantil

França Ameaça Banir Shein Após Acusações de Venda de Produtos com Conteúdo de Pornografia Infantil

França Ameaça Banir Shein Após Acusações de Venda de Produtos com Conteúdo de Pornografia Infantil 1024 684 Carlos Fenille

O governo francês elevou o tom contra a gigante do fast-fashion Shein, ameaçando bloquear o acesso à plataforma no país. A medida drástica surge em resposta à descoberta de bonecas com características infantis e conteúdo explícito à venda no site da empresa, levantando sérias preocupações sobre exploração e pedofilia.

A Direção-Geral da Concorrência, Proteção do Consumidor e Controle de Fraudes da França identificou os produtos e encaminhou o caso ao Ministério Público. Segundo a agência, as descrições e categorizações dos itens não deixavam dúvidas sobre a natureza pornográfica infantil dos produtos.

“Os limites foram ultrapassados”, declarou o ministro da Economia francês, Roland Lescure, em tom contundente. “Se esse comportamento se repetir, temos o direito de banir o acesso à plataforma Shein no mercado francês, e eu o farei.” O ministro enfatizou que a legislação francesa permite tal ação em casos envolvendo terrorismo, tráfico de drogas ou materiais pornográficos infantis.

De acordo com a lei francesa, as plataformas online devem remover conteúdo ilegal, como pornografia infantil, em até 24 horas. O não cumprimento pode levar ao bloqueio do acesso à plataforma por provedores de internet e mecanismos de busca, além da remoção dos resultados de pesquisa.

A situação se agrava com a proximidade da inauguração da primeira loja física permanente da Shein em Paris, o que gerou protestos e uma petição online com mais de 100 mil assinaturas. A ONG de proteção à infância Mouv’Enfants realizou um protesto em frente ao local, reforçando a gravidade das acusações.

“Enquanto essas bonecas estiverem disponíveis em algum lugar do mundo, a empresa continuará sendo cúmplice de um sistema que permite crimes sexuais contra crianças”, disse Arnaud Gallais, cofundador da entidade, demonstrando a indignação de diversos setores da sociedade francesa.

A Shein, fundada na China e atualmente sediada em Singapura, enfrenta também críticas relacionadas a práticas trabalhistas e seu histórico ambiental. A empresa terá que se explicar perante uma comissão parlamentar, conforme anunciou o relator Antoine Vermorel-Marques, que ressaltou que “nenhum agente econômico pode se considerar acima da lei”.

Fonte: http://www.metropoles.com

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