Golpes financeiros: empresário preso em Guarapuava

Golpes financeiros: empresário preso em Guarapuava

Golpes financeiros: empresário preso em Guarapuava 900 506

Dono de empresa condenado a quase 12 anos de prisão por estelionato

Golpes financeiros: empresário preso em Guarapuava
Foto: N/A

Empresário de Guarapuava é condenado por aplicar golpes financeiros em 306 vítimas, com pena de quase 12 anos.

O proprietário de uma empresa investigada por aplicar golpes milionários contra investidores em Guarapuava, no Centro-Sul do Paraná, foi condenado a 11 anos, 9 meses e 23 dias de prisão. A decisão foi expedida pela 1ª Vara Criminal do município em 22 de setembro, após denúncia apresentada pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) no âmbito da Operação Damna, deflagrada em 2021.
A sentença também determinou o pagamento de 217 dias-multa e o perdimento de diversos bens e valores apreendidos, que deverão ser destinados ao ressarcimento das vítimas assim que o processo transitar em julgado.

Números do caso

  • O empresário foi condenado por estelionato, lavagem de dinheiro em 11 episódios distintos e falsidade ideológica.
  • Os golpes atingiram 306 vítimas, conforme apurações do Núcleo de Guarapuava do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
  • A pena imposta é de 11 anos, 9 meses e 23 dias, além do pagamento de 217 dias-multa.

Funcionamento do esquema

O promotor de Justiça Eduardo Garcia Branco destacou que a atuação criminosa comprometeu a vida financeira de centenas de famílias. O empresário montou um esquema do tipo “ponzi”, onde ele mesmo captava os interessados, prometendo rendimentos elevados — de 4% a 12% ao mês — em operações supostamente seguras na bolsa de valores.
Na prática, os recursos eram utilizados em operações de day trade com resultados negativos, e o pagamento dos lucros anunciados dependia da entrada de novos investidores, configurando o golpe.

Próximos passos

Da decisão de primeiro grau, ainda cabe recurso. O Ministério Público já informou que recorrerá para aumentar a pena aplicada. Enquanto isso, os bens bloqueados permanecem à disposição da Justiça para garantir a reparação dos danos sofridos pelas vítimas.

Erro: Formulário de contato não encontrado.