A escalada da tensão comercial entre China e Estados Unidos ganhou novo capítulo, intensificando as preocupações sobre o futuro da economia global. A disputa se acirra com a imposição mútua de sobretaxas portuárias, afetando o fluxo de mercadorias entre as duas maiores potências do mundo.
A China, na última quinta-feira, retaliou com controles de exportação em tecnologias de terras raras. A medida elevou a temperatura da já tensa relação comercial, prenunciando novos desdobramentos no conflito econômico.
Em resposta, o então presidente Donald Trump anunciou tarifas adicionais de 100% sobre produtos chineses, além de restrições à exportação de softwares considerados críticos. Essa movimentação colocou em xeque a possibilidade de um encontro entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping.
Um porta-voz do Ministério do Comércio chinês enfatizou a postura do país: “Se quiserem lutar, lutaremos até o fim. Se quiserem negociar, nossas portas continuam abertas”. A declaração sinaliza que a China está preparada para um embate prolongado ou para buscar uma solução negociada.
A imposição de sobretaxas portuárias impacta diretamente as empresas de transporte marítimo, elevando os custos de produtos que vão desde brinquedos até petróleo bruto. Essa medida aumenta a incerteza sobre a capacidade de China e EUA chegarem a um acordo duradouro.
Os navios chineses agora enfrentam taxas elevadas para atracar em portos americanos, uma medida que visa revitalizar a indústria naval dos Estados Unidos. A justificativa de Washington é combater o domínio chinês na construção de navios comerciais.
Como resposta, a China iniciou a taxação de navios e armadores americanos que atracarem em seus portos. A medida afeta navios de propriedade, operados ou construídos nos Estados Unidos, ou que naveguem sob bandeira americana, com isenção para embarcações construídas na China.
Analistas apontam que as medidas chinesas podem ser mais prejudiciais para o próprio país, devido à menor capacidade de construção naval comercial dos EUA. Contudo, a nova escalada da guerra comercial adiciona mais complexidade ao cenário do comércio mundial.
O impacto imediato das tensões comerciais refletiu-se nas bolsas europeias, que abriram em queda. Mercados em Paris, Londres e Frankfurt registraram perdas, demonstrando a apreensão dos investidores em relação ao futuro da economia global.
Fonte: http://www.metropoles.com