Hamas Acusa Israel de Intensificar Ataques em Gaza e Desafia Plano de Paz de Trump

Hamas Acusa Israel de Intensificar Ataques em Gaza e Desafia Plano de Paz de Trump

Hamas Acusa Israel de Intensificar Ataques em Gaza e Desafia Plano de Paz de Trump 1024 678 Carlos Fenille

O grupo palestino Hamas acusou Israel neste sábado de intensificar os ataques na Cidade de Gaza, mesmo diante de apelos por um cessar-fogo e negociações de paz em andamento. A acusação surge em meio a relatos de crescentes baixas civis e questionamentos sobre o compromisso de Israel com o plano de paz proposto pelos Estados Unidos. O Hamas classificou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, como “mentiroso”, alegando que as forças israelenses estão promovendo “massacres horríveis” contra civis.

Em comunicado oficial, o Hamas declarou que “os bombardeios e massacres contínuos da ocupação expõem as mentiras de Netanyahu sobre a redução das operações militares contra civis”. O grupo relatou que os ataques aéreos e bombardeios resultaram na morte de 70 pessoas, incluindo crianças e mulheres, nas últimas 12 horas. A alegação questiona diretamente as declarações de Netanyahu sobre a natureza das operações militares israelenses em Gaza.

O Exército de Israel confirmou a continuidade da ofensiva na Cidade de Gaza, contradizendo o anúncio prévio de Netanyahu sobre o início da primeira fase do plano de paz. O porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF), Coronel Avichay Adraee, afirmou que as tropas seguem operando na região e alertou civis sobre o risco extremo de retornar à cidade. Hospitais locais, incluindo Al-Ahli, Al-Shifa, Al-Awda e Nasser, relataram o recebimento de corpos de vítimas dos bombardeios.

Apesar da escalada de violência, delegações de Hamas e Israel devem se reunir no Cairo neste domingo e segunda-feira para discutir a libertação de reféns mantidos em Gaza e a troca de prisioneiros palestinos. O plano de paz proposto por Donald Trump prevê um cessar-fogo imediato e a libertação de todos os reféns em até 72 horas após a aceitação do acordo. Em troca, Israel interromperia temporariamente os ataques e permitiria o envio de ajuda humanitária à Faixa de Gaza.

Netanyahu, por sua vez, afirmou esperar a libertação de todos os reféns “nos próximos dias” e reiterou que Israel não tolerará atrasos por parte do Hamas. Ele também declarou que, após a libertação dos reféns, Israel buscará o desarmamento do Hamas e a desmilitarização de Gaza, “seja de forma diplomática ou militar”. As negociações no Cairo serão cruciais para determinar se o plano de paz poderá avançar em meio à crescente escalada de tensões e acusações mútuas.

Fonte: http://www.metropoles.com

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