Hamas Rejeita Plano de Paz dos EUA para Gaza e Impõe Linha Dura Contra ‘Tutela Estrangeira’

Hamas Rejeita Plano de Paz dos EUA para Gaza e Impõe Linha Dura Contra ‘Tutela Estrangeira’

Hamas Rejeita Plano de Paz dos EUA para Gaza e Impõe Linha Dura Contra ‘Tutela Estrangeira’ 1024 683 Carlos Fenille

Em um posicionamento firme, o Hamas rejeitou categoricamente a possibilidade de uma força internacional atuar na Faixa de Gaza. A declaração antecede a votação no Conselho de Segurança da ONU sobre um projeto de resolução proposto pelos Estados Unidos, que visa estabelecer um plano de paz para a região. O grupo extremista classificou a proposta como uma ameaça à soberania palestina.

A recusa do Hamas veio acompanhada de um comunicado conjunto com outras facções e forças palestinas, alertando sobre os “perigos” do projeto de resolução americano. O grupo considera a medida uma “tentativa de impor tutela internacional sobre Gaza e promover uma visão enviesada em favor da ocupação”, evidenciando a desconfiança em relação à interferência externa.

O projeto de resolução, que será votado nesta segunda-feira, é fruto de negociações lideradas pelos Estados Unidos e conta com o apoio de nove países, incluindo Arábia Saudita, Egito e Emirados Árabes Unidos. A proposta busca estabelecer um governo de transição e uma força de segurança internacional temporária na Faixa de Gaza, como parte de um acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas.

“A proposta abre caminho para a dominação externa sobre a decisão nacional palestina”, argumenta o Hamas, criticando a transferência da administração de Gaza para uma entidade internacional. O grupo insiste que qualquer ajuda humanitária deve ser conduzida por instituições palestinas, sob supervisão da ONU e outros organismos internacionais.

Além disso, o Hamas reiterou a rejeição de qualquer cláusula que envolva o desarmamento de Gaza ou que infrinja o direito palestino à resistência. “A nota também reafirmou a rejeição de qualquer tutela, presença militar estrangeira ou estabelecimento de bases internacionais dentro da Faixa de Gaza, pois isso representa uma violação direta da soberania nacional”, conclui o comunicado, elevando as tensões em um momento crítico para as negociações de paz.

Fonte: http://www.metropoles.com

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