Lewis Hamilton, em sua primeira temporada pela Ferrari, elevou o tom das cobranças à equipe italiana. Segundo o influente jornal Corriere della Sera, o heptacampeão mundial enviou um relatório contundente à direção da escuderia, expressando preocupações sobre o desempenho do carro SF-25 e a metodologia de trabalho da equipe. A temporada de 2025 tem se mostrado um desafio para Hamilton, que ainda busca seu primeiro pódio com a Ferrari.
No documento, Hamilton detalha as deficiências do carro, com ênfase nos problemas de aquecimento dos pneus. Ele também solicita uma maior abertura no processo de tomada de decisões estratégicas. O piloto britânico aponta para uma falta de coordenação entre os departamentos e uma resistência a mudanças internas como fatores que estariam impedindo o progresso técnico e tático da equipe.
As tensões entre Hamilton e a Ferrari não são novidade. Após o Grande Prêmio da Bélgica, em julho, Hamilton já havia manifestado publicamente sua insatisfação com a falta de mudanças efetivas na equipe. “Estive na fábrica nas últimas duas semanas, alguns dias por semana, analisando onde estávamos na corrida anterior, o que precisamos mudar”, declarou Hamilton, revelando encontros com a alta cúpula da Ferrari.
O desempenho de Hamilton em 2025 tem sido aquém do esperado. Ele acumula 18 corridas consecutivas sem alcançar o pódio, a maior sequência negativa para um piloto da Ferrari desde Didier Pironi em 1981. Caso não consiga um lugar entre os três primeiros no próximo Grande Prêmio, em Austin, Hamilton poderá igualar ou mesmo superar um recorde histórico negativo na equipe.
Frédéric Vasseur, chefe da Ferrari, admitiu recentemente que a equipe subestimou a complexidade da adaptação de Hamilton e os desafios da nova fase. A Ferrari, sem vitórias em 2025, ocupa atualmente a terceira posição no Mundial de Construtores, atrás de McLaren e Mercedes, refletindo a pressão e a necessidade de respostas urgentes.
Fonte: http://www.metropoles.com