A nova novela das nove da Globo, “Três Graças”, trouxe à tona uma condição de saúde delicada através da personagem Lígia, interpretada por Dira Paes. A matriarca da família Maria das Graças enfrenta a hipertensão arterial pulmonar (HAP), uma doença grave que afeta o sistema circulatório. Descubra os detalhes dessa condição abordada na trama de Aguinaldo Silva.
A hipertensão arterial pulmonar é uma doença rara e progressiva, caracterizada pela elevação anormal da pressão nas artérias pulmonares. Essas artérias são responsáveis por transportar o sangue do coração para os pulmões, onde ocorre a oxigenação. O Hospital Israelita Albert Einstein define a HAP como uma condição que dificulta o fluxo sanguíneo, exigindo um esforço maior do coração.
Quando as paredes das artérias pulmonares se tornam estreitas e rígidas, o coração precisa bombear com mais força para superar a resistência. Esse esforço excessivo pode levar ao aumento do ventrículo direito, condição conhecida como hipertrofia ventricular direita. A longo prazo, essa hipertrofia pode evoluir para uma insuficiência cardíaca direita, comprometendo a função cardíaca.
As causas da HAP são diversas, incluindo fatores genéticos, uso de drogas, doenças cardíacas congênitas, HIV, cirrose e lúpus. Doenças pulmonares como DPOC, apneia do sono e fibrose pulmonar também podem desencadear a hipertensão pulmonar. Além disso, coágulos sanguíneos crônicos, distúrbios do sangue, sarcoidose, vasculite, doenças renais e tumores podem estar associados à condição.
Os sintomas da HAP podem variar, mas geralmente incluem cansaço excessivo e progressivo, falta de ar (inicialmente durante exercícios), inchaço nos tornozelos, pernas e abdome. Outros sinais podem ser tom azulado nos lábios e na pele (cianose), pressão ou dor no peito, batimentos cardíacos acelerados, tontura e desmaios. O diagnóstico é realizado por meio de cateterismo cardíaco direito, complementado por exames como raio-x do tórax e ecocardiografia.
O tratamento da HAP visa controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente, uma vez que a doença não tem cura. Medicamentos anticoagulantes, vasodilatadores e diuréticos podem ser prescritos, juntamente com o controle da disfunção ventricular direita e, em alguns casos, oxigenoterapia domiciliar. É importante ressaltar que o acompanhamento médico regular é essencial para o manejo da HAP e a prevenção de complicações.
Fonte: http://portalleodias.com