Imagens inéditas da ilha particular de Jeffrey Epstein, no Caribe, vieram à tona, lançando um olhar perturbador sobre o local onde o bilionário cometeu abusos sexuais durante anos. A divulgação foi feita por democratas da Comissão de Supervisão da Câmara, prometendo maior transparência sobre os crimes. O material fotográfico revela detalhes do interior da mansão, antes inacessíveis ao público.
As fotos mostram desde quartos e banheiros aparentemente intactos até detalhes inquietantes como um quadro-negro com palavras como “poder”, “engano” e “conspirações”. Um telefone fixo com botões de discagem rápida, com nomes como “Darren”, “Rich” e “Mike”, também chama a atenção. A presença de uma sala com uma cadeira semelhante à de dentista adiciona um tom ainda mais sinistro ao cenário.
O deputado Robert Garcia, democrata líder do painel, enfatizou que a divulgação visa “garantir transparência” e contribuir para a reconstrução “do quadro completo dos crimes horríveis de Epstein”. As imagens, capturadas na Ilha Little St. James, nas Ilhas Virgens Americanas, mostram detalhes perturbadores do refúgio de Epstein. Nomes de mulheres foram censurados nas imagens por precaução.
A divulgação das imagens ocorre em meio a uma crescente pressão por transparência no caso Epstein. Recentemente, Donald Trump sancionou uma lei que obriga o Departamento de Justiça (DOJ) a liberar todos os documentos federais relacionados ao caso. A lei determina a divulgação, em até 30 dias, de registros bancários, entrevistas e outros materiais não classificados acumulados ao longo de mais de uma década de investigações.
As ilhas Little St. James e Great St. James eram o centro das operações de Epstein, onde ele recebia figuras influentes e mantinha sua rede de tráfico sexual longe dos olhos do público. Uma das vítimas, Virginia Giuffre, relatou em suas memórias ter sido violentada em uma das ilhas. O Comitê de Supervisão segue investigando as transações e benefícios fiscais que Epstein obteve nas Ilhas Virgens por meio de suas conexões políticas e comerciais.
Fonte: http://www.metropoles.com