Israel Liberta Brasileiros Detidos em Flotilha Pró-Gaza; Itamaraty Exige Fim do Bloqueio

Israel Liberta Brasileiros Detidos em Flotilha Pró-Gaza; Itamaraty Exige Fim do Bloqueio

Israel Liberta Brasileiros Detidos em Flotilha Pró-Gaza; Itamaraty Exige Fim do Bloqueio 1024 683 Carlos Fenille

Após intensas negociações conduzidas pelo governo brasileiro, os 13 cidadãos brasileiros que participavam da flotilha Global Sumud foram libertados pelas autoridades israelenses nesta terça-feira (7/10). O grupo, que incluía a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE), foi levado à fronteira com a Jordânia e agora se encontra em Amã, capital jordaniana, sob os cuidados da embaixada brasileira. O principal objetivo da flotilha era levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza.

O Itamaraty, em nota oficial, reiterou a condenação ao bloqueio israelense a Gaza, classificando-o como “grave violação ao direito internacional humanitário”. O governo brasileiro apelou à comunidade internacional para que pressione Israel a cessar o bloqueio. A nota enfatizou o caráter pacífico da flotilha Global Sumud, composta por mais de 40 embarcações e 420 ativistas de diversas nacionalidades.

Os brasileiros foram transportados da prisão de Ktzi’ot, localizada no deserto do Neguev, até a fronteira, onde se encontraram com diplomatas brasileiros. Em solo jordaniano, a embaixada do Brasil em Amã está prestando todo o apoio necessário, incluindo avaliação médica e assistência consular aos ativistas. A situação dos brasileiros detidos gerou grande preocupação no Brasil, culminando em fortes apelos diplomáticos.

A flotilha Global Sumud foi interceptada em águas internacionais, de acordo com os organizadores. Entre os brasileiros, além da deputada Luizianne Lins, estavam a vereadora Mariana Conti (PSOL-Campinas), a presidente do PT no Rio Grande do Sul, Gabrielle Tolotti, e outros militantes e sindicalistas. Ativistas de outras nacionalidades, incluindo argentinos, colombianos, sul-africanos e neozelandeses, também deverão ser libertados.

Nicolás Calabrese, um dos integrantes da flotilha, já retornou ao Brasil e denunciou ter sofrido maus-tratos por parte das forças israelenses. A libertação dos brasileiros coincide com o aniversário de dois anos da mais recente escalada de conflito em Gaza, um simbolismo destacado pela organização da flotilha. “A liberdade dos nossos integrantes no dia 7 de outubro carrega um símbolo de resistência, mas também nos lembra que não há liberdade verdadeira enquanto o cerco persistir”, afirmou a organização em nota, ressaltando a necessidade de uma atuação internacional para garantir a liberdade do povo palestino.

Fonte: http://www.metropoles.com

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