Laboratório da UEM recebe equipamentos pioneiros para realização de exames

Laboratório da UEM recebe equipamentos pioneiros para realização de exames

Laboratório da UEM recebe equipamentos pioneiros para realização de exames 1019 680 Carlos Fenille

Eles foram adquiridos após suplementação feita pelo Governo do Estado para o orçamento da universidade. No Paraná, somente o Laboratório Central do Estado do Paraná (LACEN-PR) possui um Espectrômetro FTIR, enquanto o primeiro aparelho, o Maldi-tof, é inédito em todo o Estado.

O Laboratório de Ensino e Pesquisa em Análises Clínicas (LEPAC) da Universidade Estadual de Maringá (UEM) adquiriu dois equipamentos que vão auxiliar na identificação de micro-organismos em exames no laboratório e no Hospital Universitário (HU) da UEM. Juntos, o Maldi-tof Biotyper Sirius e o Espectroscópio de Infravermelho – IR Biotyper, da empresa Bruker Corporation, custaram quase R$ 3 milhões.

Eles foram adquiridos após suplementação feita pelo Governo do Estado para o orçamento da universidade. No Paraná, somente o Laboratório Central do Estado do Paraná (LACEN-PR) possui um Espectrômetro FTIR, enquanto o primeiro aparelho, o Maldi-tof, é inédito em todo o Estado.

De acordo com o Laboratório, a partir do uso dos aparelhos, a identificação de micro-organismos como bactérias, fungos, leveduras, fungos filamentosos, micobactérias e mecanismos de resistência a antimicrobianos (como KPC e MRSA, muito comuns em ambientes hospitalares) será muito mais rápida.

“A identificação bacteriana leva até 24 horas, enquanto a dos fungos, às vezes dias. O Maldi-tof permite a identificação em menos de um minuto”, avaliou a coordenadora do LEPAC, Regiane Bertin de Lima Scodro, professora do Departamento de Análises Clínicas e Biomedicina (DAB) da UEM.

Foto: UEM

Já o outro aparelho, o Espectrômetro FTIR, detecta sorotipos e sorogrupos de bactérias e outros micro-organismos, agrupando-os em grupos ou clusters. Dessa forma, segundo Regiane, o Laboratório vai contribuir ainda mais para o entendimento da epidemiologia do estado do Paraná. “Com ele, podemos inclusive detectar os surtos em ambiente hospitalar, além de guiar para o desenvolvimento de novas vacinas”, avaliou.

O reitor da UEM, Leandro Vanalli, comenta que o investimento realizado nos equipamentos faz parte do planejamento da gestão, de transformar o Complexo de Saúde da UEM em excelência de atendimento para toda a região Noroeste do Estado.

“O nosso Complexo de Saúde tem sido beneficiado com investimentos do governo estadual, por meio das secretarias governamentais e de fundos próprios, com o objetivo de manter a excelência já reconhecida da UEM no ensino e pesquisa. Isso se reflete em uma estrutura renovada e atualizada, não apenas nos equipamentos, mas também em novos serviços que proporcionem à população um atendimento de alta qualidade, ágil e preciso, aprimorando, assim, a qualidade de vida dos indivíduos”, disse.

 

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