Em uma demonstração de apoio contínuo à Ucrânia, o presidente francês Emmanuel Macron, o primeiro-ministro do Reino Unido Keir Starmer e o chanceler federal da Alemanha Friedrich Merz, reafirmaram seu compromisso com uma paz duradoura para o país. A garantia foi dada durante uma conversa telefônica com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky nesta sexta-feira (21/11), em um momento crucial de análise de propostas de paz para o conflito. A ligação acontece em meio a discussões sobre um novo plano de paz elaborado pelos Estados Unidos.
O porta-voz do governo alemão, Stefan Kornelius, enfatizou o “apoio inabalável e total à Ucrânia no caminho para uma paz duradoura e justa”. Ele também destacou o reconhecimento dos líderes europeus aos esforços dos Estados Unidos para encontrar uma solução para a guerra, especialmente no que tange à soberania ucraniana e ao fornecimento de garantias de segurança robustas. O alinhamento estratégico entre os líderes europeus e os Estados Unidos parece ser um ponto central na busca por uma resolução pacífica.
O plano de paz proposto pelos EUA, segundo fontes, envolve o reconhecimento da soberania russa sobre a Crimeia, o Donbass e outras áreas ocupadas. Em contrapartida, Kiev receberia garantias de segurança de Washington e capitais europeias, além da criação de uma zona desmilitarizada nas áreas de retirada ucraniana. O pacote também incluiria o levantamento de sanções contra Moscou, o que levanta debates sobre as concessões necessárias para alcançar a paz.
Zelensky descreveu a conversa como fundamental para o planejamento de “um plano para o mundo, para a Ucrânia e para toda a Europa”. Ele expressou gratidão pelos esforços dos EUA e do presidente Trump para encerrar a guerra com a Rússia. “Estamos trabalhando no documento preparado pelo lado americano. Este é o meu plano, que representa o verdadeiro destino do mundo”, afirmou o presidente ucraniano, indicando um envolvimento direto na análise e possível adaptação da proposta.
Kornelius ainda ressaltou a importância da coordenação “estreita entre si, com outros parceiros europeus e com Washington sobre esta questão”. A promessa de manter o compromisso de salvaguardar, a longo prazo, os interesses vitais da Europa e da Ucrânia demonstra a determinação dos líderes em encontrar uma solução que garanta a segurança e a estabilidade do continente.
Fonte: http://www.metropoles.com