O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta segunda-feira, a criação de um imposto global de 2% sobre o patrimônio dos indivíduos mais ricos do mundo. A proposta, apresentada durante o Fórum Mundial da Alimentação na Itália, visa arrecadar recursos para alimentar os 673 milhões de pessoas que enfrentam a fome em escala global.
Lula argumentou que a produção mundial de alimentos é suficiente para suprir uma vez e meia a população do planeta. No entanto, a distribuição desigual resulta em milhões de pessoas em insegurança alimentar. Segundo dados do Programa Mundial de Alimentos, garantir três refeições diárias para essas pessoas custaria cerca de US$ 315 bilhões, o que representa 12% dos gastos anuais com armamentos.
“Estabelecendo um imposto global de 2% sobre os ativos de super-ricos, obteríamos este montante”, afirmou o presidente, enfatizando a necessidade de medidas inovadoras para enfrentar o problema da fome. A proposta busca direcionar parte da riqueza concentrada para o financiamento de programas de segurança alimentar e combate à desnutrição.
O presidente também mencionou a recente aprovação, na Câmara dos Deputados, do projeto que isenta do Imposto de Renda (IR) trabalhadores que ganham até R$ 5 mil. Segundo Lula, a medida visa aliviar o fardo tributário sobre a população de baixa renda, ao mesmo tempo em que se busca tributar progressivamente os mais ricos.
“No Brasil, nós acabamos de aprovar uma lei que nenhum trabalhador que ganha até R$ 5 mil reais, equivalente a US$ 1 mil, pagará mais Imposto de Renda. Aprovamos, ao mesmo tempo, que todas as pessoas que ganham acima de R$ 1 milhão por ano irão pagar um pouco mais para que a gente possa tirar o sofrimento dos mais pobres”, concluiu Lula, reforçando o compromisso do governo com a redução das desigualdades.
Fonte: http://www.metropoles.com