Macron Manifesta Otimismo Cauteloso Sobre Acordo Mercosul-UE em Cúpula Climática em Belém

Macron Manifesta Otimismo Cauteloso Sobre Acordo Mercosul-UE em Cúpula Climática em Belém

Macron Manifesta Otimismo Cauteloso Sobre Acordo Mercosul-UE em Cúpula Climática em Belém 1024 683 Carlos Fenille

Durante a Cúpula do Clima em Belém, o presidente francês Emmanuel Macron expressou um otimismo cauteloso em relação ao acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. Ele classificou a possível resolução como “muito positiva”, ressaltando a importância geopolítica da negociação para a diversificação de parcerias. Suas declarações demonstram um avanço nas tratativas, embora a cautela permaneça.

“Nós consideramos, por muitos setores, que o acordo Mercosul-UE é muito positivo. Nós consideramos, na visão geopolítica, que essa negociação é relevante porque, para nós, é uma boa forma de diversificação”, afirmou Macron, enfatizando a relevância estratégica do acordo para a França e a União Europeia. Contudo, o presidente francês sinalizou que a defesa dos interesses franceses continua sendo uma prioridade.

Macron também destacou a importância estratégica da relação entre França e Brasil. Sua participação na Cúpula do Clima incluiu uma reunião bilateral com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, onde temas como o acordo Mercosul-UE ganharam destaque, demonstrando o esforço do governo brasileiro em impulsionar as negociações.

Lula também se reuniu com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, para discutir o acordo. Segundo o ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, Von der Leyen reafirmou sua esperança de que o acordo seja assinado até 20 de dezembro, durante a Cúpula do Mercosul no Rio de Janeiro. O Brasil busca, portanto, aproveitar as agendas internacionais para acelerar o processo.

As negociações entre os dois blocos se arrastam há 25 anos, com a fase final ocorrendo após o pacto comercial fechado em dezembro de 2024. O acordo prevê a eliminação progressiva de tributos, abrangendo potencialmente 92% das exportações. A aprovação final depende do Parlamento Europeu, com um mínimo de 15 dos 27 países da UE votando a favor.

A França, no entanto, se mantém como um ponto de atenção, buscando proteger seu agronegócio da concorrência. O ministro francês para Assuntos Europeus, Benjamin Haddad, já declarou que não apoiará o acordo sem cláusulas de proteção ao setor, evidenciando a complexidade das negociações e a necessidade de equilibrar os interesses de todos os envolvidos.

Fonte: http://www.metropoles.com

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