Em meio a crescente controvérsia internacional, o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, justificou as recentes ofensivas militares americanas no Caribe e no Oceano Pacífico como medidas de “autodefesa”. A declaração surge após críticas da Organização das Nações Unidas (ONU) e de países da União Europeia (UE), que acusam os EUA de violarem o direito internacional com operações que já resultaram em mais de 70 mortes.
Durante uma entrevista após a cúpula do G7 no Canadá, Rubio enfatizou que os Estados Unidos estão sob “ataque de narcoterroristas” e rejeitou a legitimidade da UE em ditar o que constitui direito internacional. “Não creio que a União Europeia tenha o direito de determinar o que é direito internacional, e certamente não tem o direito de determinar como os Estados Unidos defendem sua segurança nacional”, afirmou o Secretário de Estado.
As nações que criticam as ações dos EUA argumentam que o combate ao narcotráfico deve ser realizado dentro dos limites da lei, evitando o uso excessivo da força letal. Em resposta, Rubio insistiu que as operações visam impedir uma rota marítima de drogas, reiterando que as ofensivas cessarão se o governo de Maduro interromper o envio de embarcações com substâncias ilícitas.
“Esta é uma operação antidrogas. O presidente ordenou em defesa do nosso país. Ela continua. Está em andamento. Pode parar amanhã se eles pararem de enviar barcos com drogas”, declarou Rubio, classificando o governo de Maduro como um “regime narcoterrorista”. A tensão na região se intensifica com a aproximação do porta-aviões USS Gerald R. Ford, o maior do mundo, ao Comando Sul dos EUA, próximo à Venezuela.
Rubio também questionou a postura de países que dependem do apoio militar dos EUA, argumentando que a presença naval americana no hemisfério deveria ser vista como uma medida de proteção. “Acho interessante que todos esses países queiram que enviemos e forneçamos, por exemplo, mísseis Tomahawk com capacidade nuclear para defender a Europa, mas quando os Estados Unidos posicionam porta-aviões em nosso hemisfério, onde vivemos, isso de alguma forma se torna um problema”, concluiu.
Fonte: http://www.metropoles.com