Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, conhecido como MC Poze do Rodo, compareceu à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Alerj nesta segunda-feira para depor sobre a rápida recuperação de sua Land Rover Defender blindada, roubada em setembro. Sua presença gerou controvérsia, marcada por declarações desafiadoras e uma alfinetada direcionada ao presidente da comissão, o deputado Alexandre Knoploch. A CPI investiga a possível ligação entre empresas, indivíduos e organizações criminosas na devolução irregular de veículos roubados e furtados no Rio de Janeiro.
O depoimento de MC Poze concentrou-se nas circunstâncias incomuns da recuperação de seu veículo, encontrado poucas horas após o roubo. Questionado sobre os motivos da celeridade, o artista atribuiu o fato à sua notoriedade. “Meu carro apareceu porque eu sou o Poze do Rodo. Eu me acho uma pessoa foda, fenomenal”, declarou, evidenciando sua autoconfiança.
Poze enfatizou a singularidade de seu carro, descrevendo-o como “único” e “personalizado”. Ele argumentou que sua vasta presença nas redes sociais, com milhões de seguidores, tornou inevitável a devolução do veículo pelos ladrões. “O único carro do Rio de Janeiro que é vermelho por dentro e por fora, é todo personalizado, tem meu nome nos bancos… é meio óbvio ter sido devolvido, porque eu sou gigante”, afirmou o cantor.
A tensão no depoimento aumentou quando MC Poze direcionou críticas ao presidente da comissão, Alexandre Knoploch, questionando a imparcialidade do deputado. “Muitas pessoas gostam disso [da fama], muitas pessoas discordam, inclusive o senhor, que deixou nítido nas redes sociais que eu sou um marginal”, disse o artista. Ele ainda ressaltou que já foi preso, mas liberado por falta de provas, indicando que sua imagem pública é frequentemente distorcida.
O caso segue sob investigação da CPI, que busca esclarecer as possíveis conexões entre a recuperação do carro de MC Poze e esquemas criminosos de devolução de veículos roubados no Rio de Janeiro. O depoimento do cantor adicionou uma camada de complexidade ao caso, levantando questões sobre a influência da fama e da percepção pública na resolução de crimes.
Fonte: http://portalleodias.com