Megaoperação no Rio: Letalidade da Ação Policial Escala Crise e Choca a Imprensa Internacional

Megaoperação no Rio: Letalidade da Ação Policial Escala Crise e Choca a Imprensa Internacional

Megaoperação no Rio: Letalidade da Ação Policial Escala Crise e Choca a Imprensa Internacional 1024 611 Carlos Fenille

A repercussão da megaoperação policial nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, ultrapassou as fronteiras brasileiras, ganhando destaque na imprensa internacional. O elevado número de mortos, atualizado para 119, incluindo quatro policiais, gerou ondas de choque e críticas em diversos países.

Veículos de comunicação estrangeiros têm acompanhado de perto a operação, descrita pelo governo do estado como um “sucesso” contra o Comando Vermelho. No entanto, a mídia internacional e organizações de direitos humanos questionam a proporção da violência e a falta de transparência nas informações oficiais, levantando sérias preocupações sobre os métodos empregados.

A dimensão da crise é evidenciada pelas manchetes e análises publicadas. O jornal alemão Süddeutsche Zeitung (SZ) descreveu a situação no Rio como “semelhante a uma guerra civil”, enquanto o argentino Clarín classificou a operação como um “massacre”, relatando a descoberta de dezenas de corpos em áreas de mata e praças, muitos sem identificação.

O Ministério da Segurança da Argentina reagiu, colocando as fronteiras em “alerta máximo” para monitorar possíveis deslocamentos de criminosos. A ministra Patricia Bullrich declarou ao Clarín: “Vamos observar com atenção todos os brasileiros que cruzem a fronteira, sem confundir turistas com membros do Comando Vermelho”. O presidente Lula expressou “estarrecimento” com o número de mortos, segundo o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski.

O jornal espanhol El País destacou que o número de mortos aumentou após moradores encontrarem corpos não contabilizados pelas autoridades. “Os vizinhos encontraram cerca de 60 corpos adicionais em uma floresta próxima”, noticiou o jornal, classificando a operação como “a mais sangrenta da história do Brasil”. A agência russa TASS informou que “as vítimas incluíam não apenas membros de grupos criminosos e policiais mortos em serviço, mas também civis”. A ONU manifestou-se “horrorizada” e pediu uma investigação rápida sobre as mortes, conforme noticiado pelo Le Monde, que mencionou relatos de corpos com sinais de execução.

Fonte: http://www.metropoles.com

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