Família discute versão oficial após vídeo de abordagem policial

A família de Yago Pires, jovem morto em Curitiba, acredita que ele foi executado durante operação policial. Coronel da PMPR nega e defende ação dos policiais.
A morte de Yago Pires, de 18 anos, durante uma operação policial no bairro Parolin, em Curitiba, nesta terça-feira (7), gerou debates sobre a possibilidade de execução. Um vídeo divulgado por moradores mostra o jovem sendo arrastado por policiais, já ensanguentado, enquanto gritos de desespero ecoam ao fundo. A família do jovem contesta a versão da Polícia Militar do Paraná, que alega que Yago teria reagido à abordagem policial.
Versão da família e reação da PM
A família de Yago alega que ele foi espancado e executado, desmentindo a narrativa de confronto. O coronel da PMPR, Marcelo Roke Fávero, afirmou à imprensa que Yago estaria armado e disparou contra os policiais antes de ser baleado. Ele defendeu as ações dos agentes, afirmando que tentaram salvar a vida do jovem durante a abordagem.
Contexto da operação policial
A operação, que envolveu a Polícia Civil do Paraná, a PM e a Guarda Municipal, tinha como objetivo cumprir 12 mandados de busca e apreensão em uma região marcada por facções criminosas. Até janeiro de 2023, Curitiba liderava o ranking de confrontos no estado, com 98 ocorrências que resultaram em 104 mortos. A presença de câmeras de segurança instaladas ilegalmente por criminosos também foi alvo da operação, com técnicos da Copel envolvidos na remoção desses dispositivos.
Repercussão na comunidade
O incidente gerou uma onda de protestos nas redes sociais, onde moradores do Parolin pedem justiça e paz na região. A divulgação do vídeo provocou indignação e levantou questões sobre a atuação da polícia, especialmente em áreas vulneráveis. A Secretaria de Segurança Pública do Estado ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso.