Morte de jovem no Parolin gera polêmica sobre execução

Morte de jovem no Parolin gera polêmica sobre execução

Morte de jovem no Parolin gera polêmica sobre execução 966 1024

Família discute versão oficial após vídeo de abordagem policial

Morte de jovem no Parolin gera polêmica sobre execução
Foto: Portal Nosso Dia

A família de Yago Pires, jovem morto em Curitiba, acredita que ele foi executado durante operação policial. Coronel da PMPR nega e defende ação dos policiais.

A morte de Yago Pires, de 18 anos, durante uma operação policial no bairro Parolin, em Curitiba, nesta terça-feira (7), gerou debates sobre a possibilidade de execução. Um vídeo divulgado por moradores mostra o jovem sendo arrastado por policiais, já ensanguentado, enquanto gritos de desespero ecoam ao fundo. A família do jovem contesta a versão da Polícia Militar do Paraná, que alega que Yago teria reagido à abordagem policial.

Versão da família e reação da PM

A família de Yago alega que ele foi espancado e executado, desmentindo a narrativa de confronto. O coronel da PMPR, Marcelo Roke Fávero, afirmou à imprensa que Yago estaria armado e disparou contra os policiais antes de ser baleado. Ele defendeu as ações dos agentes, afirmando que tentaram salvar a vida do jovem durante a abordagem.

Contexto da operação policial

A operação, que envolveu a Polícia Civil do Paraná, a PM e a Guarda Municipal, tinha como objetivo cumprir 12 mandados de busca e apreensão em uma região marcada por facções criminosas. Até janeiro de 2023, Curitiba liderava o ranking de confrontos no estado, com 98 ocorrências que resultaram em 104 mortos. A presença de câmeras de segurança instaladas ilegalmente por criminosos também foi alvo da operação, com técnicos da Copel envolvidos na remoção desses dispositivos.

Repercussão na comunidade

O incidente gerou uma onda de protestos nas redes sociais, onde moradores do Parolin pedem justiça e paz na região. A divulgação do vídeo provocou indignação e levantou questões sobre a atuação da polícia, especialmente em áreas vulneráveis. A Secretaria de Segurança Pública do Estado ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso.

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