Netanyahu Ignora Cessar-Fogo e Ordena Ataques Imediatos em Gaza

Netanyahu Ignora Cessar-Fogo e Ordena Ataques Imediatos em Gaza

Netanyahu Ignora Cessar-Fogo e Ordena Ataques Imediatos em Gaza 1024 683 Carlos Fenille

Em uma escalada alarmante das tensões, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenou que as Forças de Defesa de Israel (IDF) retomassem os ataques na Faixa de Gaza nesta terça-feira. A decisão, anunciada em meio a um acordo de cessar-fogo mediado internacionalmente, levanta sérias questões sobre a estabilidade da região e o futuro das negociações de paz. A ordem de Netanyahu veio após consultas de segurança de emergência realizadas em Israel.

O gabinete do primeiro-ministro confirmou a determinação de Netanyahu em resposta ao que o governo israelense considera violações do cessar-fogo por parte do Hamas. Paralelamente, o ministro da Defesa, Israel Katz, aprovou a suspensão das restrições de segurança que haviam sido impostas às comunidades israelenses próximas à Faixa de Gaza. Essa medida sugere uma possível preparação para uma escalada do conflito.

A retomada dos ataques israelenses coloca em xeque o cessar-fogo que havia sido negociado com a mediação dos Estados Unidos, particularmente sob a liderança do presidente Donald Trump, que até o momento não se manifestou sobre a nova ofensiva. A situação se agrava em meio a acusações mútuas entre Israel e o Hamas. Recentemente, o Hamas admitiu ter entregado restos mortais de um refém israelense que já havia sido devolvido, atitude vista como uma grave violação do acordo.

Em contraponto, o Hamas anunciou que entregaria o corpo de mais um refém israelense durante a noite, em cumprimento à primeira fase do cessar-fogo, que envolve a troca de reféns israelenses por prisioneiros palestinos. “Estamos comprometidos com o acordo”, declarou um porta-voz do Hamas, “mas não toleraremos agressões”. A aparente contradição entre as ações do Hamas e as declarações israelenses intensifica a incerteza sobre a viabilidade do cessar-fogo e o futuro da região.

Fonte: http://www.metropoles.com

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