Oklahoma: Indulto Suspende Execução de Condenado à Morte Minutos Antes da Injeção Letal

Oklahoma: Indulto Suspende Execução de Condenado à Morte Minutos Antes da Injeção Letal

Oklahoma: Indulto Suspende Execução de Condenado à Morte Minutos Antes da Injeção Letal 1024 683 Carlos Fenille

Em uma reviravolta dramática, Tremane Wood, de 46 anos, escapou da execução por injeção letal em Oklahoma, na última quinta-feira. A decisão, que interrompeu o procedimento poucos minutos antes de sua realização, foi resultado de um indulto concedido pelo governador Kevin Stitt. Wood havia sido condenado à morte por um assassinato ocorrido em 2002.

A medida do governador republicano seguiu uma recomendação da Junta de Indultos e Liberdade Condicional do estado. A clemência concedida a Wood marca apenas a segunda vez em quase sete anos de mandato que Stitt intervém em um caso de pena capital. O estado de Oklahoma é um dos 27 nos Estados Unidos que ainda aplicam a pena de morte.

Segundo a advogada de Wood, Amanda Bass Castro-Alves, seu cliente desabou ao receber a notícia da suspensão da execução. “Ele expressou gratidão pela ‘segunda chance’ após 20 anos de disputas judiciais”, relatou a advogada. O condenado já havia feito sua última refeição e se encontrava na cela aguardando o cumprimento da sentença.

Stitt justificou sua decisão afirmando que a medida impõe uma punição semelhante à aplicada ao irmão de Wood, Jake, que cumpria pena perpétua e morreu por suicídio na prisão. A ordem assinada pelo governador impede que Wood solicite, no futuro, comutação, perdão ou liberdade condicional. “A decisão mantém um criminoso violento longe das ruas para sempre”, declarou Stitt.

O procurador-geral de Oklahoma, Gentner Drummond, manifestou seu desapontamento, mas reconheceu a prerrogativa do governador na decisão. A defesa de Tremane Wood, por sua vez, comemorou a mudança, afirmando que ela atende aos desejos da família da vítima e pode trazer algum alívio após duas décadas de processos. Wood foi condenado pela morte de Ronnie Wipf, de 19 anos, esfaqueado durante uma tentativa de roubo em Oklahoma City. Desde o início, ele alega que o responsável pelo homicídio foi o irmão, Jake.

Durante audiência por videoconferência, Wood reconheceu ter participado do roubo, mas negou ter matado Wipf. “Eu não sou um monstro. Não sou um assassino”, declarou. Promotores, no entanto, argumentam que as provas apontam diretamente para ele e criticaram a decisão da junta de indultos. O caso reacende o debate sobre a pena de morte e o sistema judicial nos Estados Unidos.

Fonte: http://www.metropoles.com

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