A campanha para as eleições legislativas no Iraque tem sido marcada por violência. Homens armados atacaram o escritório de Mouthanna al-Azzawi, candidato sunita, na madrugada deste sábado (18/10), ferindo dois seguranças. O ataque ocorre poucos dias após o assassinato de outro candidato, elevando a tensão no período que antecede o pleito.
O ataque a Al-Azzawi, membro do Conselho Provincial de Bagdá, aconteceu na região de Youssoufia, ao sul de Bagdá. As autoridades locais confirmaram que dois seguranças ficaram feridos na ação, enquanto os agressores conseguiram fugir do local. A polícia investiga o caso, buscando identificar os autores e suas motivações.
Em resposta ao ataque, Al-Azzawi utilizou sua página no Facebook para condenar o que chamou de “ataque covarde”. Ele afirmou que tais atos não o intimidarão e que os responsáveis serão punidos. “Esses atos não nos impedirão de continuar servindo nosso povo. Os agressores serão punidos por seus atos, cedo ou tarde”, declarou.
Este incidente se soma ao assassinato de Safaa al-Mashhadani, outro candidato ao Conselho Provincial de Bagdá, ocorrido na última quarta-feira (15/10). Al-Mashhadani foi vítima de uma explosão causada por um artefato colocado em seu carro. O primeiro-ministro iraquiano, Mohamed Chia al-Soudani, ordenou uma investigação rigorosa sobre ambos os atentados.
Diante da escalada de violência, a coalizão sunita à qual Al-Mashhadani pertencia denunciou um “crime covarde”. Segundo a coalizão, essa onda de ataques faz parte de uma “política de exclusão e traição conduzida por forças armadas fora de controle que buscam silenciar vozes nacionais livres”. A situação eleva a preocupação sobre a estabilidade do processo eleitoral no Iraque.
Fonte: http://www.metropoles.com