ONU Aproba Plano de Paz dos EUA para Gaza, Abrindo Caminho para Estado Palestino Após Dois Anos de Conflito

ONU Aproba Plano de Paz dos EUA para Gaza, Abrindo Caminho para Estado Palestino Após Dois Anos de Conflito

ONU Aproba Plano de Paz dos EUA para Gaza, Abrindo Caminho para Estado Palestino Após Dois Anos de Conflito 1024 683 Carlos Fenille

O Conselho de Segurança da ONU deu sinal verde, nesta segunda-feira, ao plano de paz proposto pelo governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump, para a reconstrução da Faixa de Gaza. A aprovação encerra um ciclo de dois anos de intensos conflitos entre Israel e o Hamas, inaugurando uma nova fase nas negociações. A resolução, vista como essencial para a manutenção do cessar-fogo, obteve 13 votos favoráveis, com abstenções da China e da Rússia, sem nenhum veto.

O texto aprovado autoriza o envio de uma força internacional de estabilização para Gaza, com mandato para garantir a segurança, monitorar as fronteiras e coordenar a distribuição de ajuda humanitária. Além disso, a força será responsável por supervisionar o processo de desmilitarização do território, com a autorização em vigor até o final de 2027. Países árabes e muçulmanos, que demonstraram interesse em contribuir com tropas, consideravam fundamental o aval do Conselho de Segurança.

Após intensas negociações, os Estados Unidos concordaram em fortalecer, no texto final, o compromisso com a autodeterminação palestina, uma demanda crucial dos países árabes. A versão final da resolução declara que, após reformas na Autoridade Palestina e progressos na reconstrução de Gaza, “as condições poderão finalmente estar reunidas para um caminho crível rumo à criação de um Estado palestino”.

A inclusão desse ponto, no entanto, gerou discordância por parte do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que reiterou sua oposição a qualquer iniciativa que impulsione a criação de um Estado palestino. Segundo ele, tal medida comprometeria a segurança de Israel e dificultaria a busca por uma paz duradoura na região.

O plano, composto por 20 pontos, prevê a criação de um Conselho de Paz, ainda a ser estabelecido, que atuará como autoridade de transição – um órgão que, possivelmente, seria presidido pelo próprio Donald Trump. A resolução confere à força de estabilização um amplo mandato, incluindo a permissão para utilizar “todas as medidas necessárias” para o cumprimento de suas funções, o que implica a possibilidade de operações militares.

As tropas internacionais atuarão em conjunto com uma força policial palestina, que será treinada e supervisionada por elas, coordenando suas ações com Egito e Israel, países vizinhos. À medida que a força de estabilização assumir o controle do território, as forças israelenses deverão se retirar de Gaza, seguindo um cronograma vinculado ao progresso da desmilitarização.

Fonte: http://www.metropoles.com

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