ONU Condena Embargo dos EUA a Cuba Pela 33ª Vez em Votação Histórica

ONU Condena Embargo dos EUA a Cuba Pela 33ª Vez em Votação Histórica

ONU Condena Embargo dos EUA a Cuba Pela 33ª Vez em Votação Histórica 1024 683 Carlos Fenille

A Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) votou esmagadoramente, nesta quinta-feira, pela 33ª vez, a favor de uma resolução que exige o fim do embargo econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos a Cuba. A medida, em vigor desde 1960, obteve o apoio de 165 países, enquanto apenas sete votaram contra e doze se abstiveram. A diplomacia cubana celebrou o resultado como uma “derrota moral de Washington”.

O chanceler cubano, Bruno Rodríguez Parrilla, que liderou a delegação de Cuba em Nova York, classificou o bloqueio como uma política “brutal e contrária ao direito internacional”. Em um discurso incisivo, Rodríguez afirmou que o embargo “declara abertamente o objetivo de restringir as relações comerciais” e representa uma forma de agressão sistemática contra o povo cubano.

Além disso, o chanceler criticou a postura do novo representante dos EUA na ONU, acusando-o de fazer um pronunciamento “infame, ameaçador e cínico”, com fortes ligações a grupos anticubanos sediados em Miami. Essa retórica acirrada demonstra a persistente tensão entre os dois países em relação ao embargo.

O bloqueio econômico imposto pelos EUA a Cuba já se estende por mais de seis décadas. Em junho, o então presidente Donald Trump reforçou as sanções, proibindo o turismo norte-americano na ilha, uma medida que Havana considera uma das principais causas da escassez e das dificuldades enfrentadas pela população cubana. Segundo um relatório cubano apresentado à ONU, os danos provocados pelo bloqueio ultrapassaram US$ 7,5 bilhões apenas no último ano.

A resolução foi aprovada em meio a crescentes tensões internacionais, com a maioria dos Estados-membros reafirmando a necessidade de respeito à soberania nacional e a não interferência nos assuntos internos dos países. Entre os países que votaram contra a resolução, além dos Estados Unidos, estavam Israel, Paraguai, Hungria, Macedônia do Norte, Argentina e Ucrânia. Albânia, Marrocos e Polônia se abstiveram na votação.

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, expressou sua satisfação com o resultado nas redes sociais, declarando que “Cuba, digna e resiliente, derrotou o bloqueio genocida de seis décadas”. Ele também criticou as “rudes pressões ianques”, afirmando que “o mundo votou com Cuba pela vida”. O Ministério das Relações Exteriores de Cuba emitiu um comunicado afirmando que as manobras dos Estados Unidos “foram incapazes de alterar o veredicto” e que “o bloqueio é uma arma de agressão inaceitável para a comunidade internacional”.

O chanceler Rodríguez também se manifestou nas redes sociais, reforçando a mensagem de vitória e denunciando os impactos negativos do embargo. “Nenhuma campanha de mentiras poderá se comparar ao poder da verdade que defendemos. O bloqueio existe, é real e causa sofrimento incalculável em Cuba. A aprovação esmagadora desta resolução demonstra o repúdio global a essa política genocida.”

Fonte: http://www.metropoles.com

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