O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, intensificou a retórica sobre a Ucrânia, questionando abertamente a sua soberania em declarações recentes. A polêmica surgiu após acusações do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, de que drones húngaros teriam violado o espaço aéreo do país, elevando a tensão entre as nações.
Orbán minimizou a importância do incidente com os drones, chegando a afirmar que a Ucrânia “não é um país independente, não é um país soberano”. Ele justificou sua visão argumentando que o apoio ocidental e o fornecimento de armas à Ucrânia não a autorizam a se comportar como um Estado soberano, uma postura que gerou forte reação em Kiev.
O premiê húngaro também alegou que a perda de território ucraniano durante o conflito com a Rússia comprometeu a soberania do país. Atualmente, a Rússia controla cerca de 20% do território ucraniano, incluindo a Crimeia e partes do Donbass, além de áreas conquistadas após a invasão de 2022.
Em resposta às declarações de Orbán, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, acusou o líder húngaro de estar “intoxicado pela propaganda russa”. Sybiha cobrou maior independência da Hungria em relação ao Kremlin, em um momento de crescente pressão internacional sobre Budapeste.
A postura de Orbán em relação à Ucrânia e à Rússia tem gerado críticas dentro da União Europeia, especialmente em relação à continuidade da compra de petróleo e gás russos. Apesar da pressão para diversificar as fontes de energia, a Hungria argumenta que a dependência do gás russo é ditada por fatores geográficos e físicos, evitando um “desastre econômico”, com queda de 4% no desempenho do país, segundo Orbán.
Fonte: http://www.metropoles.com