A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) intensificou a demonstração de suas capacidades militares ao divulgar imagens impactantes de um exercício recente no Mar da Noruega. O treinamento, denominado Aegir 25, culminou com o afundamento de um navio dinamarquês desativado por um torpedo disparado por um submarino da Aliança. O objetivo, segundo o comando aliado, foi “verificar e demonstrar o poder de ataque que a arma e o submarino representam”.
As manobras ocorrem em um contexto de crescente tensão geopolítica, marcadas por acusações mútuas entre a OTAN e a Rússia. Recentemente, países como Polônia, Estônia e Dinamarca manifestaram preocupações sobre supostas invasões de drones russos em seu espaço aéreo, gerando incidentes que chegaram a interromper temporariamente voos civis em algumas regiões. O clima de desconfiança se intensifica, com ambos os lados trocando acusações e alertas.
Em resposta às alegações, o presidente russo Vladimir Putin adotou um tom desafiador, acusando os países-membros da OTAN de fomentarem uma “histeria” em torno de uma suposta ameaça russa à Europa. “Não vou mais mandar drones para a Dinamarca, prometo”, ironizou Putin, acrescentando: “Quero apenas dizer: acalmem-se, durmam tranquilos e cuidem dos seus próprios problemas”.
Apesar das declarações de Putin, a OTAN mantém sua postura de vigilância e demonstra sua capacidade de resposta. O chanceler russo Sergey Lavrov, por sua vez, criticou a expansão da OTAN e acusou o Ocidente de buscar conter a Rússia e a China, alertando para o risco de uma “grande guerra europeia”. Ele defendeu a criação de uma nova arquitetura de segurança eurasiana, onde todos os países possam discutir suas posições em igualdade.
“A Rússia se opõe à transformação da Eurásia em um domínio da OTAN e continuará a defender os princípios da segurança coletiva”, reiterou Lavrov, sinalizando que a escalada das tensões entre o Ocidente e a Rússia deve permanecer no radar internacional.
Fonte: http://www.metropoles.com