Parafusos gigantes ajudam na despoluição do Rio Tietê

Parafusos gigantes ajudam na despoluição do Rio Tietê

Parafusos gigantes ajudam na despoluição do Rio Tietê 1007 621

Estruturas inovadoras prometem transformar o tratamento de esgoto em São Paulo

Parafusos gigantes ajudam na despoluição do Rio Tietê
Parafusos gigantes utilizados na despoluição do Rio Tietê.

Bombas de 18 toneladas serão instaladas para despoluição do Rio Tietê em São Paulo.

Bombas mecânicas de 18 toneladas e altura equivalente a um prédio de seis andares, que parecem “parafusos gigantes”, serão utilizadas no processo de despoluição do Rio Tietê, em São Paulo. A Sabesp transportou, na madrugada desta quinta-feira, 23, dois desses “parafusos” entre Guarulhos e Suzano. Eles farão parte de uma das Estações Elevatórias de Esgoto da Sabesp (EEEs).

O funcionamento das bombas

Com 2,7 metros de diâmetro, cada bomba será capaz de movimentar 1.500 litros de esgoto por segundo: o equivalente a 41 piscinas olímpicas por dia. O esgoto gerado pelas famílias é recolhido por ramais que se conectam a tubulações cada vez maiores, passando pela rede coletora e coletores-tronco até as estações de tratamento.

Benefícios do novo sistema

Quando o novo sistema começar a operar, previsto para até o final do ano, a ETE de Suzano passará a tratar o esgoto de 90 bairros, beneficiando cerca de 285 mil residências e mais de 850 mil pessoas. A interligação deve reduzir custos e melhorar a eficiência do tratamento de esgoto na região, desativando pequenas estações que atualmente tratam o esgoto de forma isolada.

Desafios e soluções

Devido ao terreno irregular da Grande São Paulo, o esgoto precisa ser bombeado morro acima até chegar ao destino, e é aí que as elevatórias, como a nova instalação, entram em ação, funcionando como estações intermediárias. Com a instalação das bombas-parafuso, o esgoto será conduzido de forma mecânica até a rede da Sabesp, melhorando significativamente o sistema de tratamento na região.

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