A taxa de recusa fica em 28%, abaixo da média nacional de 46%.

O Paraná obteve a menor taxa de recusa familiar para doação de órgãos do Brasil em 2024, com apenas 28%.
Com apenas 28% de recusa familiar, o Paraná se destacou em 2024 na doação de órgãos, sendo a melhor taxa do Brasil, enquanto a média nacional é de 46%. O estado realizou 854 entrevistas, das quais 236 resultaram em recusa, comparadas às 8.915 entrevistas e 4.083 recusas em todo o país.
Comparação com outros estados
Outros estados do Sul e Sudeste também apresentam taxas significativas, como o Rio Grande do Sul (47%) e Minas Gerais (42%). O Tocantins, com 84%, e o Amazonas, com 77%, figuram entre os piores índices. De janeiro a junho de 2024, a taxa de recusa do Paraná foi de 31%, enquanto a média nacional se manteve em 45%.
Importância das comissões
A atuação das Comissões Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) é fundamental para o bom desempenho do Paraná. Com 70 comissões ativas, mais de 700 profissionais, incluindo médicos e psicólogos, trabalham para identificar e acolher potenciais doadores e suas famílias. Segundo o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, essas comissões são essenciais para um processo ético e respeitoso.
Destaque nacional
Historicamente, o Paraná ocupou posições inferiores no ranking de doações, mas com um aumento significativo, alcançou 42,5 doações por milhão de população em 2023, tornando-se líder. O Dia Nacional da Doação de Órgãos, celebrado em 27 de setembro, reforça a importância da conscientização sobre o tema.
O estado continua sendo referência e, segundo dados parciais de 2025, ocupa a segunda posição entre os estados brasileiros em volume de doações, atrás apenas de Santa Catarina.