Pegada de sangue ajuda a identificar suspeito de homicídio no Paraná

Pegada de sangue ajuda a identificar suspeito de homicídio no Paraná

Pegada de sangue ajuda a identificar suspeito de homicídio no Paraná 930 664

Uma marca de solado registrada no chão da cena de um homicídio foi decisiva para apontar um suspeito no interior do Paraná. O vestígio, revelado pelo sangue da vítima, correspondia ao desenho da sola de uma bota. O caso ocorreu em agosto, e a análise de impressões de calçados é uma das várias técnicas empregadas por peritos para reconstruir crimes. O suspeito, que foi identificado por conta da pegada, foi denunciado por feminicídio e permanece sob custódia. A investigação ilustra a importância de cada detalhe na criminalística, onde todo contato deixa uma marca.

Pegada de sangue ajuda a identificar suspeito de homicídio no Paraná
Foto: N/A

Uma marca de solado no local do crime foi crucial para apontar um suspeito no Paraná. A pegada, evidenciada por sangue, mostra a importância dos vestígios nas investigações.

Uma marca de solado registrada no chão da cena de um homicídio foi decisiva para apontar um suspeito no interior do Paraná. O vestígio, revelado pelo sangue da vítima, correspondia ao desenho da sola de uma bota e mostra como cada detalhe pode ser decisivo na reconstrução da cena de um crime. O caso ocorreu em agosto e ilustra exatamente o que os peritos analisam em uma ocorrência: manchas de sangue, impressões de calçados, marcas de objetos e outros vestígios são cuidadosamente examinados para ajudar a reconstruir os fatos e estabelecer vínculos entre suspeitos e cenas investigadas.

Importância da análise de vestígios

“Os fatos teriam ocorrido na noite anterior, então quando a equipe chegou ao local, o sangue que sustentava a impressão do solado já estava seco. A marca da bota estava bem visível e a impressão ainda apresentava outros detalhes, como sulcos. Com a análise, vimos que as características correspondiam à bota que o suspeito usava, considerando orientação, dimensão e outros elementos”, explica o perito oficial da Polícia Científica do Paraná (PCIPR), Jeronimo de Alencar Nogueira. Para chegar à conclusão, os peritos avaliam a pegada considerando forma, profundidade, orientação, dimensão e detalhes da sola, como logomarcas — que, no caso, estava em evidência.

Processo investigativo

Além disso, também é feita uma consulta em catálogo de modelos da marca para confirmar a compatibilidade. Todo o contexto é levado em conta, junto a laudos necroscópicos, exames laboratoriais, imagens, depoimentos e demais elementos investigativos da Polícia Civil. O episódio exemplifica um princípio fundamental na criminalística: todo contato deixa uma marca. No caso, o suspeito deixou no local uma impressão única do solado de sua bota, visível pelo sangue da vítima, que permitiu relacioná-lo diretamente à ocorrência.

Encaminhamentos e conclusões

Após a finalização do inquérito e apresentação dos elementos da investigação, o suspeito foi denunciado pelo Ministério Público por feminicídio e segue sob custódia da Polícia Penal do Paraná (PPPR). Os peritos também avaliam uma série de outros elementos que ficam preservados no local de um crime, como manchas de sangue, resíduos de disparos, fragmentos de vidro e fibras, que podem revelar como os fatos aconteceram. Essas análises são essenciais para garantir que as conclusões sejam precisas e confiáveis.

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