O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, lançou uma análise contundente sobre a recente trégua entre Israel e o Hamas. Segundo ele, o cessar-fogo só se concretizou após intensa pressão internacional sobre os Estados Unidos e o governo israelense de Benjamin Netanyahu.
Petro argumenta que o ex-presidente americano Donald Trump, durante seu mandato, possuía uma influência decisiva sobre a dinâmica do conflito. “Enquanto Trump apoiasse Netanyahu, o genocídio se tornaria infinito”, declarou Petro, sugerindo que o apoio irrestrito dos EUA era um fator determinante para a escalada da violência.
Ainda de acordo com o presidente colombiano, a chave para o rompimento dessa dinâmica foi a pressão exercida por diversos atores internacionais, incluindo países como Catar, Egito, África do Sul e a própria Colômbia. “Somente pressionando com humanidade, somente com mediadores experientes como Catar e Egito, e a posição firme da África do Sul, Colômbia e dezenas de outros países, foi possível separar Trump de Netanyahu”, afirmou Petro.
Celebrando o acordo de trégua, Petro expressou a esperança de que este cessar-fogo marque um avanço em direção a uma solução duradoura, incluindo a criação de um Estado Palestino. Ele reiterou o compromisso da Colômbia em apoiar a reconstrução do território palestino, caso a autodeterminação da Palestina seja respeitada, oferecendo inclusive apoio de um exército internacional.
Essa declaração ocorre em um contexto de tensões pré-existentes entre Petro e Trump, com o presidente colombiano já tendo criticado abertamente o ex-presidente americano por seu papel no conflito. No passado, Petro chegou a afirmar que Trump merecia ser preso por ser cúmplice do que classificou como “genocídio” em Gaza.
Fonte: http://www.metropoles.com