Uma cena inusitada e controversa marcou a Maratona de Aracaju, em Sergipe. Um menino de apenas 10 anos completou os 42 km da prova no último domingo (26/10). A façanha, no entanto, veio à tona com uma denúncia de fraude na inscrição, levantando questões sobre a participação infantil em eventos esportivos de alto rendimento e a responsabilidade dos pais.
Segundo relatos, o jovem atleta apresentou sinais de intenso sofrimento físico ao cruzar a linha de chegada. A organização da maratona se manifestou prontamente, revelando que a inscrição do menor foi realizada de forma irregular. O objetivo era burlar as normas da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), que estabelecem idade mínima de 20 anos para participação em corridas acima de 21 km.
A Confederação Brasileira de Atletismo exige idade mínima de 20 anos para provas acima de 21km. “Durante a análise, constatou-se que a inscrição foi feita de forma irregular, utilizando a data de nascimento 19/01/1983, correspondente a 42 anos, idade elegível para a categoria adulta”, detalhou a organização da Maratona de Aracaju em nota oficial. A fraude permitiu que o menino competisse, ignorando os regulamentos estabelecidos para garantir a segurança e o bem-estar dos participantes.
Em entrevista a uma rádio local, o pai da criança admitiu ter falsificado os dados de inscrição. A atitude gerou indignação entre atletas e especialistas, que criticam a exposição do menor a um esforço físico excessivo e os riscos potenciais para sua saúde. O caso reacende o debate sobre os limites da ambição parental e a importância de priorizar o desenvolvimento saudável das crianças.
A Maratona de Aracaju, detentora do Selo Ouro da CBAt, preza pela qualidade e segurança de seus participantes. A certificação da entidade máxima do atletismo brasileiro atesta o cumprimento de critérios rigorosos em relação ao percurso, arbitragem e estrutura de apoio, o que torna a fraude ainda mais questionável.
Fonte: http://www.metropoles.com