O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, elevou o tom em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), após a recente condenação imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A manifestação de Orbán, expressa através de suas redes sociais, reacende o debate sobre a politização da justiça e a perseguição a líderes conservadores.
Em uma postagem no X (antigo Twitter), Orbán denunciou o que considera uma ofensiva da esquerda para marginalizar figuras de direita através do sistema judicial. Ele afirmou que “Em todo mundo, a esquerda está usando os tribunais como arma para esmagar líderes conservadores” e classificou a pena de 27 anos imposta a Bolsonaro como uma “caça às bruxas política”. O premiê húngaro ainda prometeu solidariedade ao ex-presidente brasileiro.
A defesa de Orbán não é um fato isolado. Em julho, ele já havia manifestado apoio a Bolsonaro, incentivando-o a “continuar lutando” e rotulando o processo judicial como um instrumento de intimidação, e não de justiça. Esse alinhamento reflete a relação estreita cultivada entre os dois líderes durante o mandato de Bolsonaro.
A proximidade entre Bolsonaro e Orbán ganhou destaque quando o ex-presidente se refugiou na embaixada da Hungria em Brasília, após a Polícia Federal apreender seu passaporte. A manobra foi amplamente interpretada como uma tentativa de evitar as investigações que culminaram em sua condenação pelo STF.
Em resposta ao apoio de Orbán, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) expressou seus agradecimentos. Atualmente nos Estados Unidos, articulando reações contra o Brasil e as autoridades envolvidas no julgamento de seu pai, Eduardo negou qualquer envolvimento de Bolsonaro nos eventos de 8 de janeiro. Ele declarou que “permaneceremos unidos e fortes nesta luta pela liberdade, que não é uma corrida de 100 metros, mas uma maratona”.
Fonte: http://www.metropoles.com