A presidente do México, Claudia Sheinbaum, foi vítima de assédio sexual enquanto cumprimentava apoiadores no centro histórico da capital. O incidente, ocorrido na terça-feira (4/11), levou a presidente a denunciar formalmente o agressor e a anunciar planos para revisar a legislação nacional sobre assédio.
Vídeos do incidente mostram o momento em que o agressor se aproxima de Sheinbaum durante um evento público. Ele a teria tocado na cintura e no peito, além de tentar beijá-la no pescoço. Um membro da equipe de segurança presidencial interveio para afastá-lo.
Segundo a presidente, o homem também teria importunado outras mulheres antes de ser detido pelas autoridades. “Se eu não denunciar, o que acontecerá com as outras mexicanas?”, questionou Sheinbaum em coletiva de imprensa, enfatizando a importância de combater a violência contra a mulher.
A denúncia foi formalizada junto à Procuradoria Geral da Cidade do México, onde o assédio sexual é tipificado como crime. O agressor, identificado como Uriel Rivera, foi encaminhado ao Ministério Público especializado em crimes sexuais para as devidas providências.
Em resposta ao assédio, Claudia Sheinbaum anunciou que pretende revisar a legislação sobre assédio sexual em todo o país. “O governo vai verificar se esse comportamento é considerado crime em todos os estados, pois deveria ser. Vamos lançar uma campanha”, afirmou a presidente.
A ministra das Mulheres, Citlalli Hernández, manifestou sua indignação em comunicado. “Condenamos o ato do qual nossa presidente foi vítima hoje”, escreveu, denunciando a “visão machista” e o desrespeito ao corpo das mulheres.
O caso de Claudia Sheinbaum expõe um problema grave no México, onde a violência contra a mulher é alarmante. Dados da ONU revelam que 70% das mexicanas com mais de 15 anos já sofreram algum tipo de violência, e a média é de 10 assassinatos de mulheres por dia.
Fonte: http://www.metropoles.com