Professora Angela apresenta alegações finais em processo de cassação de mandato

Professora Angela apresenta alegações finais em processo de cassação de mandato

Professora Angela apresenta alegações finais em processo de cassação de mandato 1024 683

Vereadora defende que acusações são infundadas e pede arquivamento do caso

Professora Angela apresenta alegações finais em processo de cassação de mandato
Vereadora Professora Angela durante audiência pública.

Professora Angela protocola alegações finais no processo que pode levar à cassação de seu mandato.

No dia 21 de outubro, a vereadora Professora Angela (PSOL) apresentou à Comissão Processante suas alegações finais no Processo Ético-Disciplinar (PED) 1/2025-CP. Este processo, que pode levar à cassação de seu mandato, foi instaurado devido a uma denúncia de apologia ao uso de drogas em uma audiência pública, realizada no dia 5 de agosto. A vereadora nega as acusações, afirmando que a política de redução de danos é legítima.

O processo e as acusações

A denúncia formal foi feita por Da Costa (União) e Bruno Secco (PMB), que alegaram que a vereadora fez apologia ao uso de drogas ao distribuir uma cartilha sobre a política de redução de danos. Na fase de instrução, foram ouvidos os denunciantes e nove testemunhas, além da própria Professora Angela. O relator Olimpio Araujo Junior (PL) e os demais membros da Comissão Processante têm até 5 de dezembro para finalizar a análise do caso.

Defesa de Professora Angela

Nas alegações finais, a defesa da vereadora argumenta que houve falhas formais no processo, como a falta de análise de pedidos de impedimento. Além disso, a defesa sustenta que a acusação deve se ater aos fatos descritos nas denúncias, ressaltando que os denunciantes não identificaram apologia nas falas da parlamentar. A defesa também afirma que as estratégias de redução de danos são reconhecidas oficialmente pelo Ministério da Saúde e não configuram crime.

Conclusão e pedidos

A vereadora destaca que a Câmara não tem competência para julgar questões penais e que o processo não deve ser utilizado como instrumento de disputa ideológica. Ao final, Professora Angela requer o arquivamento do processo, alegando a inexistência de ilícitos e a falta de crime, conforme reconhecido pelo Ministério Público.

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