Proposta de Paz dos EUA para Ucrânia Causa Controvérsia ao Exigir Concessões Territoriais e Redução Militar

Proposta de Paz dos EUA para Ucrânia Causa Controvérsia ao Exigir Concessões Territoriais e Redução Militar

Proposta de Paz dos EUA para Ucrânia Causa Controvérsia ao Exigir Concessões Territoriais e Redução Militar 1024 683 Carlos Fenille

Um novo plano de paz proposto pelos Estados Unidos para o conflito na Ucrânia tem gerado controvérsia. Segundo fontes anônimas, a proposta exige que Kiev ceda territórios sob controle russo e reduza drasticamente o tamanho de suas forças armadas. A iniciativa, que ecoa antigas exigências de Moscou, já foi rejeitada pelos ucranianos como equivalente a uma rendição.

De acordo com as fontes, o plano prevê o “reconhecimento da Crimeia e de outras regiões tomadas pelos russos” e a “redução do Exército para 400 mil soldados”. Adicionalmente, a Ucrânia teria que abrir mão de armas de longo alcance, limitando o tipo de armamento fornecido pelos EUA, assim como a assistência militar americana.

A proposta, idealizada pelo enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e pelo conselheiro do Kremlin, Kirill Dmitriev, imporia medidas drásticas à Ucrânia, conferindo à Rússia um controle sem precedentes sobre a soberania militar e política do país. Witkoff e Dmitriev têm mantido um canal de comunicação informal entre Moscou e Washington, embora não esteja claro se o governo de Donald Trump apoia formalmente o plano.

Até o momento, as iniciativas de paz elaboradas por Washington não tiveram sucesso, pois concedem à Rússia a maioria de suas exigências, ao mesmo tempo que exigem concessões consideráveis de Kiev. A divulgação da proposta coincidiu com um intenso ataque russo à cidade de Ternopil, no oeste da Ucrânia, que resultou em 25 mortes, além de ataques a instalações de energia em outras regiões.

Enquanto isso, o secretário do Exército dos EUA, Daniel Driscoll, viajou a Kiev para discutir com autoridades ucranianas os esforços para encerrar a guerra. Os esforços para reativar as negociações de paz permanecem paralisados, e o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, busca revigorar as conversas com o apoio de nações aliadas, como a Turquia, para garantir uma paz justa para seu país.

Fonte: http://www.metropoles.com

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