Quando a etiqueta se torna hábito

Quando a etiqueta se torna hábito

Quando a etiqueta se torna hábito 150 150 Redação Regional

O hábito é algo que nos acompanha desde pequenos. Alguns muito bons, outros nem tanto, mas são atitudes e costumes que acabam fazendo parte do nosso dia a dia e, muitas vezes, até da nossa personalidade.

Costumamos dizer que hábitos se constroem a partir de exemplos. Muitos adquirimos através do que vemos em casa, com nossos pais, na família e nas experiências que vivenciamos. Certamente, cada um de nós tem histórias para contar a partir disso.

E quando pensamos em etiqueta, elegância e boas maneiras, não é muito diferente.

Existe um básico que aprendemos quando crianças e que passa a fazer parte da nossa forma de agir. Mas há também aquilo que podemos conhecer, estudar e aprender. O mais importante, porém, é perceber o que faz sentido para nós e, a partir daí, incorporar esse conhecimento à nossa vida, transformando-o em hábito. Afinal, para que algo se torne realmente um hábito, precisa fazer sentido.

Assim também é com a etiqueta. Estudar sobre comportamento em diferentes situações, conhecer as regras e saber como e quando utilizá-las é importante. Mas somente quando decidimos colocá-las em prática é que elas passam a fazer parte de nós e podem ser vividas com leveza. E é isso que as regras de etiqueta devem proporcionar: simplicidade, tranquilidade e uma forma de aproveitarmos cada momento ou evento sem a preocupação constante de “certo ou errado”, porque sabemos como agir.

Costumo comparar o estudo das regras de etiqueta ao aprendizado necessário para obter uma carteira de motorista. Conhecemos o funcionamento do carro, aprendemos as regras e entendemos o que fazer em diferentes situações. De início, parece complicado, mas, à medida que adquirimos segurança, passamos a dirigir muitas vezes até sem prestar atenção direta a cada movimento.

O que aconteceu? Dirigir tornou-se um hábito.

Podemos fazer a mesma analogia com a etiqueta. É importante conhecer as regras, estudar comportamentos e diferentes situações e, depois decidir o que realmente faz sentido para nós, incorporando isso às nossas ações diárias.

E há algo muito interessante nesse processo: quando quebramos a resistência inicial em aprender ou conhecer melhor a etiqueta, começamos a perceber o quanto ela pode ser um instrumento de aprimoramento dos nossos costumes e uma maneira de buscarmos sempre a nossa melhor versão, para nós mesmos e para quem convive conosco.

Passamos também a ter um olhar mais apurado para determinadas atitudes. Entendemos naturalmente o lugar que devemos ocupar numa fila e percebemos como é inadequado quando alguém tenta furá-la, cumprimentamos as pessoas ao chegar e ao sair, agradecemos com um sorriso e um “obrigado” por algo que nos foi feito e tudo acontece naturalmente.

É assim que a etiqueta deixa de ser apenas um conjunto de regras e passa a fazer parte de quem somos.

Conheça as regras, escolha o que faz sentido e pratique: quando a etiqueta se transforma em hábito, a elegância deixa de ser um esforço.

Mônica Cecilio – @magiadamesa

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