Governador do Paraná defende maior autonomia para estados na segurança pública

O governador do Paraná, Ratinho Junior, afirmou que é necessário endurecer as leis penais no Brasil. Ele destacou que a sociedade não aguenta mais ver criminosos tratados como anjinhos.
Nesta quinta-feira (30), em São Paulo, o governador do Paraná, Ratinho Junior, afirmou a necessidade de endurecer as leis penais no Brasil e conceder maior autonomia aos estados para legislar sobre segurança pública. Ele declarou que “a sociedade não aguenta mais ver bandido ser tratado como anjinho” e pediu ações imediatas para enfrentar a escalada da violência no país.
Reformas no sistema penal
Ratinho Junior está em diálogo com o deputado federal Mendonça Filho (União Brasil-PE), relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, buscando sugestões de governadores para enfrentar o crime organizado. Ele criticou o sistema penal brasileiro, que considera excessivamente brando, afirmando: “O problema do Brasil não é prender, o problema do Brasil é soltar demais. Nós prendemos muito, mas soltamos muito, porque as nossas leis são frágeis”.
Autonomia para estados
O governador também defendeu que os estados tenham maior autonomia para lidar com as diferentes realidades regionais da criminalidade. “Nós somos um país continental, e os crimes são diferentes em cada região. Os estados deveriam ter essa autonomia a mais para poder legislar em cima de questões criminais”, completou.
Controle das fronteiras
Ratinho Junior ainda enfatizou a necessidade de um controle federal mais rigoroso das fronteiras, onde, segundo ele, entram grande parte das armas e drogas que abastecem o crime organizado. “O Brasil tem que começar a ter uma política de defesa das fronteiras para evitar que esse tipo de armamento e drogas entrem no nosso território”, defendeu.
Discussão nacional
Por fim, o governador ressaltou que o debate sobre segurança pública deve superar divergências políticas, afirmando que “isso não é uma discussão de direita ou esquerda, é uma discussão de país, de nação”. Ele concluiu que a guerra para o Brasil não está em outros países, mas sim internamente, e precisa ser enfrentada com coragem e união.