Um novo relatório do Banco Mundial, divulgado nesta terça-feira (21/10), revela que a reconstrução da Síria, após 13 anos de uma devastadora guerra civil (2011-2024), pode custar até US$ 345 bilhões. A magnitude dos danos reflete a profundidade do conflito e os desafios imensos que o país enfrenta para se reerguer.
As estimativas do Banco Mundial variam entre US$ 140 bilhões e US$ 345 bilhões, com uma projeção conservadora de US$ 216 bilhões. Em reais, esses valores representam um investimento que oscila entre R$ 756 bilhões e R$ 1,8 trilhão. Os recursos serão destinados à reconstrução de edifícios residenciais, estruturas não residenciais e, crucialmente, da infraestrutura do país.
De acordo com a análise, as regiões de Aleppo e a área rural de Damasco são as que mais necessitam de investimentos urgentes. A destruição massiva nessas áreas exige um esforço concentrado para restaurar a habitabilidade e a funcionalidade dessas cidades, que foram duramente atingidas pelo conflito.
Desde a queda de Bashar al-Assad no final de 2024, a reconstrução da Síria tem sido uma prioridade para o governo interino liderado por Ahmed al-Sharaa e para a comunidade internacional. O governo tem buscado ativamente investimentos estrangeiros para financiar a recuperação do país.
Até o momento, a administração de Ahmed al-Sharaa já firmou acordos de investimento com importantes monarquias do Golfo, incluindo Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar. Esses acordos sinalizam um compromisso internacional em apoiar a reconstrução da Síria e a restauração de sua estabilidade.
Fonte: http://www.metropoles.com